domingo, 28 de julho de 2013

Atualizando a pilha...


Depois da FLIP ... esse post precisava ser atualizado!


Livros "na fila" em ordem alfabética:

A Arte da Guerra - Sun Tzu
A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken - Jostein Gaarder
A Cabana - William Young
A Coisa - Stephen King
A Foulie Baudelaire - Roberto Calasso
A Ilha do Dr. Moreau - H. G. Wells
A Morte do Pai - Karl Ove Knausgård
A Torre Negra (Coleção de 7 livros) - Stephen King
A Volta ao Mundo em 80 dias - Julio Verne
Acima de Qualquer Suspeita - Scott Turow
Alice No País das Maravilhas e Através do Espelho - Lewis Carroll
Apocalipse Zumbi - Alexandre Callari
As Brumas de Avalon (4 livros) - Marion Zimmer Bradley
As Intermitências da Morte - Jose Saramago
Barba Ensopada de Sangue - Daniel Galera
Buick 8 - Stephen King
Cavernas de Aço - Isaac Asimov
Contos de Vampiros - Varios autores
Contos dos Irmãos Grimm
Crianças Índigo - Ingrid Canete
De Amor e Maldade - Anne Rice
Deixa ela entrar - John Ajvide Lindovist
Drácula - Bram Stoker
Eu Robô - Isaac Asimov
Frankenstein - Mary Shelley
Fundação e Terra - Isaac Asimov
Guia do Pão Duro - Gustavo Nagib
Habitante Irreal - Paulo Scott
HHhH - Laurent Binet
Irmã Morte - Justo Navarro
Ithaca Road - Paulo Scott
Limites da Fundação - Isaac Asimov
Livro das Mil e Uma Noites, Volume 4
Love - Stephen King
Luz Antiga - John Banville
MSP Novos 50 - Diversos
Navegando nas Letras I e II - Mauricio de Sousa
Nosso Grão Mais Fino - José Luiz Passos
O Castelo nos Pirineus - Jostein Gaarder
O Dia do Curinga - Jostein Gaarder
O Diário da Princesa - Meg Cabot
O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding
O Diário de John Winchester - Alex Irvine
O Encantador - Lila Azam Zanganeh
O Grande Livro das Histórias de Fastasmas - Diversos
O Homem Invisível - H. G. Wells
O Inocente - Scott Turow
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson
O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Especiais - Ransom Riggs
O Príncipe - Maquiavel
O Sonâmbulo Amador - José Luiz Passos
O Visconde Partido ao Meio - Italo Calvino
Onde Estivestes de Noite - Clarice Lispector
Prelúdio a Fundação - Isaac Asimov
Se Eu Fechar os Olhos Agora - Edney Silvestre
Se Eu Não Me Chamasse Raimundo - Ricardo Filho
Tempo dos Anjos - Anne Rice
Tipos de Perturbação - Lydia Davis
Todo Aquele Jazz - Geoff Dyer
Trilogia Fundação - Isaac Asimov
Um Estudo Em Vermelho - Arthur Conan Doyle
Um Sábado Qualquer - Carlos Ruas
Valente (3 livros) - Vitor Cafaggi
Vanguardas em Retrocesso - Sergio Miceli
Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne

51 livros na pilha e contando ...

FLIP 2013 - Considerações finais e futuras...



Uns 3 dias após voltar de viagem um amigo publicou uma imagem no Facebook que perguntava "Quando foi a última vez que você fez uma coisa pela primeira vez?" Eu sorri e relembrei toda a viagem ... "Semana passada!", disse comigo mesma ...

Um mundo de primeira vez!

Decidi que precisava viajar nas minhas férias, lembrei da FLIP, conferi o calendário, fiz reservas, compartilhei a notícia com os amigos, e, como todas as minhas atitudes impulsivas, se quer pensei em convidar alguém!

Não tenho idéia de há quanto tempo tenho vontade de ir a FLIP, mas um post antigo aqui do blog me dá uma noção que tem pelo menos 5 anos! Tudo planejado ... só me restava esperar! Ansiedade 1.000!

Toda a viagem foi maravilhosa ... O Hostel - com café da manhã na praia, sim! Eu lembrarei eternamente das manhãs tomando café na praia! - onde tive a oportunidade de fazer novas amizades e constatar que viajar sozinha, não significa curtir a viagem sozinha!



As tendas que estavam 'logo ali' do lado do Hostel ...


A transmissão de excelente qualidade na Tenda do Telão ...


As pessoas! Não importava onde você estava, se na fila pra jantar ou na área comum do hostel tomando uma cerveja ... só se falava da FLIP! Das mesas ... dos autores ... desde os comentários mais simples como ótimo português de Lila com sotaque francês até os debates mais profundos como os que rolaram sobre a mesa de Kafka e Baudelaire. Estar passeando pelas ruas do Centro Histórico e esbarrar com um autor numa esquina, um diretor na outra esquina ... andando tranquilamente no meio da multidão.


As programações paralelas que ajudam a encher ainda mais a nossa agenda ... A Flipinha que dominava toda a Praça da Matriz numa grande festa para as crianças que seguia até o cair da noite!



Uma ação do Itaú que fez sucesso! Era só postar uma foto com a hastag #IssoMudaOMundo e depois retirar sua foto impressa (eu trouxe 2 pra casa).


E no último dia de festa ... uma simples foto!


Que me fez voltar pra casa 15 livros mais pesada!!! E ainda mais feliz!!!


E agora??? Bem ... agora me resta esperar o calendário da FLIP 2014 pra programar as férias do ano que vem!!!

Definitivamente a FLIP já virou férias certas no meu calendário!!!

Nota: O livro do Laurent Binet veio na caixa! Mas o do Jérôme Ferrari eu terei de comprar num futuro não muito distante ...

FLIP 2013 - Mesa 17: Tragédias no microscópio


E como tudo que é bom dura pouco ... chegou o último dia de FLIP. A parte da manhã foi reservada para me despedir das novas amigas que ainda permaneciam em Paraty! E a tarde seria bastante puxada ... 2 mesas praticamente seguidas!

"Dois jovens e premiados escritores, o brasileiro Daniel Galera e o francês Jérôme Ferrari conversam nesta mesa sobre seus livros mais recentes, Barba ensopada de sangue e O sermão sobre a queda de Roma. Com registros e cenários distintos, ambos os livros se aproximam, no entanto, numa inesperada atualização de temas ligados à tragédia clássica, como o conflito entre ação humana e predestinação. Combinando memórias de família com enredos passados em pequenas destinações turísticas, Galera e Ferrari se voltam sobre cenários idílicos apenas para revelar conflitos latentes sob sua aparente harmonia."


Os romances que trazem ao debate foram O sermão sobre a queda de Roma, de Jérome Ferrari que narra a história de dois amigos, que se mudam para a Córsega, onde gerenciam um bar; e Barba ensopada de sangue, de Daniela Galera, que conta a história de um homem que viaja em busca da verdade por trás da morte de seu avô.

Para Jérome a tragédia de sua história está no próprio personagem que, ao invés de viver o momento, de aceitar a pessoa que ele é, ele vive sempre em torno do que ele gostaria de ser e isso acaba por torná-lo uma pessoa infeliz e bastante sofredora. Já o personagem de galera vive o sempre o momento presente, porém ele possui uma doença neurológica que faz com que ele não se lembre dos rostos das pessoas o que faz com que ele passe por algumas situações "interessantes" durante sua busca pelo que aconteceu com seu avô.

Achei o Jérome um pouco tímido, quase não falou ... o Daniel, pelo contrário, estava bem mais a vontade.

Depois desse debate não teve jeito ... o 'bichinho leitor' atacou de vez e lá fui eu me enfiar no stand da Travessa pra comprar Barba ensopada de sangue e encarar a fila quilométrica para pegar o autógrafo do Galera.

Ser uma viciada em leitura não seria tão grave se eu também não fosse uma compradora compulsiva de livros! A pilha de livros que me espera aqui em casa não foi suficiente para me impedir de comprar o livro do Galera, mas conseguiu me conter em comprar o do Jérome ... infelizmente! No dia O sermão sobre a queda de Roma não parecia estar muito de acordo com meu humor atual para leituras ... mas hoje ... escrevendo esse post ... sinto que perdi a oportunidade de ter um exemplar autografado na minha pilha estante!

E, como já virou padrão nos posts sobre a FLIP, segue o vídeo oficial com um trechinho da mesa.


Infelizmente não farei um post sobre a Mesa 18: Literatura e revolução, pois ela iniciava cerca de 1h após o término da Mesa 17 e eu levei apenas 1,5h para conseguir o autógrafo do Galera. Então cheguei na Tenda do Telão atrasada e peguei o debate começado. Estava só com o café da manhã no estômago, às 15h e quem me conhece sabe que quando estou com fome a minha atenção fica igual a de um peixinho dourado, então não vou confiar na minha memória para escrever um post, mas deixo pra quem interessar o link com vídeo oficial da Mesa (fica só o link pois, por alguma razão, o canal da FLIP desativou a incorporação desse vídeo)

sexta-feira, 26 de julho de 2013

FLIP 2013 - Mesa 13: O Espelho da História


Depois da programação paralela lá na Casa da Cultura, atravessar a ponte rapidinho pra não perder nenhum minuto da Mesa 13: O Espelho da História.

Na programação oficial da FLIP:
"O bósnio radicano nos EUA Aleksandar Hemon e o francês Laurent Binet conversam sobre uma questão comum à obra de ambos: a reflexão sobre as implicações morais e os limites cognitivos da escrita do passado, e mais particularmente da transformação da história humana em matéria para a criação ficcional. Ao fazerem ficção sobre episódios históricos dramáticos, ambos colocam em discussão ao mesmo tempo sua própria atividade, desconstruindo ainda assim os modelos mais usuais de romance histórico."


E pra quem curtiu bastante uma mesa sobre 'ficção e realidade', nada melhor que uma rodada de 'realidade e ficção'. Os autores em questão falam um pouco sobre seus romances, Projeto Lazarus de Aleksandar Hemon que conta a história de um imigrante bósnio que se interessa pela história de Lazarus, um jovem de 19 anos que teria sido assassinado pela polícia por sua possível ligação com anarquistas. E HHhH de Laurent Binet que conta a história de um líder nazista durante a segunda guerra mundial. Embora as histórias sejam 'ficção', ambos são romances históricos e possuem uma grande pesquisa por parte dos autores.

Nessa mesa o argumento foi principalmente "porquê inventar um história completa, se já existem tantas histórias verdadeiras?" - questionou Binet.

Aleksandar comenta que os fatos aconteceram, há muita história que sabemos que aconteceu, não é invenção, porém também há muitas lacunas não preenchidas em que o autor só pode imaginar o que aconteceu ... por mais detalhadas que sejam as pesquisas do autor, um livro sobre um líder nazista - aponta Laurent - não lhe dará a idéia de como pensava um líder nazista, no máximo saberemos como o autor acredita que um nazista pensava.

E como o tema principal da mesa eram os acontecimentos históricos ... Laurent trouxe a tona os manifestos que estão acontecendo no Brasil e disse que queria muito "fazer parte de um manifesto, fazer parte dessa história", Aleksandar diz que ele não estaria disposto a "carregar cartazes, mas certamente adoraria presenciar um momento histórico tão importante". E Ángel encerrou o debate avisando aos autores que ele havia sido informado que haveria um manifesto em Paraty e ambos estavam convidados para fazerem parte dessa história.

Manifesto? Ixe! Um manifesto já tinha atrasado em quase 2h minha chegada a Paraty, será que também me faria perder a mesa no Centro Histórico?

E lá fui eu ... correndo pra cruzar novamente a ponte que a essa hora estava cheia de manifestantes ... uma espremida aqui outra ali e lá estava eu, rumo ao meu próximo compromisso! E dessa vez com mais uma mordida do bichinho leitor ... os livros dessa mesa pareciam bastante interessantes ... entrariam pra minha lista??? Provavelmente ... principalmente o 'tal livro' que se passa na segunda guerra mundial.

Segue um pequeno trecho dessa mesa excelente!


Brinde do post: Diário de Paraty, por Laurent Binet

Outros posts sobre a viagem:
FLIP 2013 - Parte I
FLIP 2013 - Parte II
FLIP 2013 - Parte III
FLIP 2013 - Mesa 8: Ficção e Confissão
FLIP 2013 - As paralelas de sábado!
FLIP 2013 - Mesa 13: O espelho da história
FLIP 2013 - Mesa 17: Tragédias no microscópio
FLIP 2013 - Considerações finais e futuras...

FLIP 2013 - As paralelas de sábado!


No meu segundo dia, depois de repetir a dose de tomar café da manhã na praia - já tava ficando mal acostumada -, foi dia de curtir um pouquinho mais a cidade ... e dessa vez já começando os trabalhos na Programação Paralela.

Partiu FlipZona na Casa Cultura?


Essa estava na agenda de uma das novas amigas que fiz nessa viagem maravilhosa! "Imagem e Palavra com Carla Caffe e Daniel Galera".


As publicações que os levaram até esse momento foram "Av. Paulista" de Carla Caffe, um livro com ilustrações de São Paulo e "Barba ensopada de sangue" de Daniel Galera, a história de um homem que busca descobrir a verdade por trás da morte de seu avô.

Destaque especial para os trajetos de ambos ... Carla Caffe que fez arquitetura porque gostava de desenhar, 'caiu' no cinema e retomou os desenhos e Daniel Galera que já havia publicado livros independentes e, durante uma FLIP, teve a oportunidade de publicar seus romances pela Cia da Letras.

Quem não conhece a FLIP deve imaginar que é bem menos tentadora para uma viciada em livro do que uma Bienal do Livro, por exemplo... Ledo engano! Se um amigo falando sobre um livro que leu já é de aguçar nosso 'bichinho leitor', imaginem um autor falando sobre sua obra?

Só nessa hora e meia eu já saí com o bichinho leitor querendo catar Barba Ensopada de Sangue ... mas eu não tinha tempo de cair em tentação porque a Mesa 13 estava prestes a começar ... felizmente deu tempo de assistir até o final, mas acabei perdendo a parte das perguntas aos autores.

Depois da Mesa 13 foi a vez de correr pro Centro Histórico ... no dia anterior eu já tinha definido minha programação de final de tarde do sábado: "Sentidos do Crime: Formas Literárias de Tratar o Crime na Literatura e TV" na Casa do autor roteirista.


Os participantes eram de peso:
Eromar Bomfim – Romancista, autor de “Coisas do Diabo Contra”.
Paulo Lins – Escritor e roteirista. Autor de “Cidade de Deus” e de “Suburbia”
Luiz Eduardo Soares – Antropólogo e escritor. Autor de “Elite da Tropa”
(mediador) Carlos Novaes – Cientista político

Local lotado!!! E já na fila eu ouvi algumas pessoas que não ligaram de perderem o ingresso para a Mesa 14 porque essa programação parecia bem mais interessante...


Ainda bem que consegui atravessar a ponte e chegar a tempo, o debate foi bastante interessante. Achei que depois de um tempo a discussão acabou mais tendenciosa para os problemas sociais do que para o "criminoso" em si. com direito até a questionamentos se deveria haver sistema de cotas também para artistas. E uma resposta maravilhosa do Paulo Lins que enfatizava que até deveriam haver cotas sim, mas que fosse para que os negros e pessoas de origem humilde publicassem sobre o que bem entendessem ... afinal, chega dessa mania que só mulher pode falar sobre coisas femininas, só pessoas socialmente excluídas podem falar de problemas sociais ... etc. A arte não tem cor, não tem classe social e deve continuar assim!

Genial!

Outros posts sobre a viagem:
FLIP 2013 - Parte I
FLIP 2013 - Parte II
FLIP 2013 - Parte III
FLIP 2013 - Mesa 8: Ficção e Confissão
FLIP 2013 - As paralelas de sábado!
FLIP 2013 - Mesa 13: O Espelho da História

sexta-feira, 12 de julho de 2013

FLIP 2013 - Mesa 8: Ficção e Confissão



Escolher quais mesas da programação principal assistir é um trabalho difícil ... a vontade é de assistir todas, mas fica meio complicado quando você não tem acesso a programação paralela o que atrapalha a organizar bem a agenda!

Escolhi 5 mesas as quais teria de acompanhar pela Tenda do Telão pois os ingressos para a Tenda dos Autores já estavam esgotados. A primeira delas foi a Mesa 3, porém por motivos de força maior, cheguei a Paraty muito depois do planejado e perdi a transmissão.

Mas depois de rodar a manhã inteira conhecendo a cidade e conferindo as demais agendas, me dei uma tarde de nadismo* até o horário que estava programada a Mesa 8: Ficção e Confissão. Com os autores Tobias Wolff e Juan Pablo Vilallobos - substituindo Karl Ove Knausgaard - e mediação de Ángel Gurría-Quintana.

"Um tema recorrente do autor homenageado este ano pela Flip, Graciliano Ramos, a relação entre experiência pessoal e criação literária dá o mote desse encontro entre dois grandes escritores contemporâneos: o americano Tobias Wolff, autor de premiados livros de contos, romances e memórias, e o mexicano Juan Pablo Villalobos cujo livro Festa no covil (2010) se vale da perspectiva infantil para observar de um ângulo inusitado o mundo do narcotráfico e a violência da vida mexicana."


Um tema bem interessante para esta leitora que vos escreve e que muitas vezes já se perguntou até que ponto autores como Stephen King, que volta e meia insere um escritor em seus romances, colocam um pouquinho de si mesmos nas personagens.

Uma pequena introdução dos autores e seus trabalhos relacionados ao tema da mesa por parte do mediador e estava dado o início da Mesa...

Da parte de Tobias, um de deus contos "Bala no Cérebro" em que um crítico literário é assassinado por zombar dos assaltantes de um banco. E de Juan Pablo, "Festa no Covil" contada através dos olhos de um menino de 13 anos, filho de um traficante do Cartel Mexicano.

Tobias revela que o conto surgiu do relato de um amigo que presenciou um assalto a banco e lhe contou sobre todos os clichês que os assaltantes usaram. Ele admite que há um elemento 'autobriográfico' pois, durante o relato, ele ficou se imaginando no local 'revirando os olhos' a cada clichê. E admite que ele provavelmente cairia na risada e acabaria com uma bala na cabeça.

Juan começa sua fala brincando com o fato de estar substituindo um norueguês que cancelou sua participação uma semana antes do evento: "Eu sei que vocês esperavam um norueguês, alto e loiro. E vem esse cara aqui.". Com um sorriso sapeca, ele diz que embora ele tivesse a mesma idade que o menino de seu livro tem na época em que sua história se passa, que ele também seja o segundo filho e que a história se passe no México ... é tudo apenas uma coincidência! Para Juan a escolha da criança como narradora de seu romance está na perspectiva mais livre de moralismos que a visão de um menino de 13 anos assume e que daria o tom exato que ele procurava para sua história.

Ao serem questionados sobre a percepção da ficção como uma 'mentira' ambos arrancam boas risadas da platéia revelando as 'mentiras' que se fizeram presentes em suas vidas e que, para Juan, tiveram influência em sua vida como escritor.

Juan Pablo diz que não faz sentido escrever uma biografia quando não se consegue lembrar muito bem como as coisas aconteceram e revela que sua infância já tinha um quê de ficção por parte de seu irmão que inventava histórias sobre pertencer a uma outra família, ter uma fazenda com animais inventados e muitas vezes chorar durante a noite por querer 'voltar para casa', para sua outra família ... Como lembrar o que é real???

Tobias revela que seu primeiro personagem de ficção foi uma versão melhorada de si mesmo! Ele veio de uma escola muito fraca e queria ir para uma boa faculdade, mas era difícil conseguir uma bolsa quando não se era um bom atleta e nem o melhor dos alunos. Foi então que para conseguir uma vaga na escola ele alterou suas notas dos boletins - que eram escritas a lápis, pasmem! - e escreveu cartas de recomendações dos professores elogiando seu desempenho como aluno e como atleta. "Meu primeiro personagem de ficção foi um Tobias Wolf bem recomendado e excelente atleta!"

Para quem não pôde assistir a mesa ... segue o vídeo oficial da FLIP com alguns trechinhos.



Crédito da foto: IG

FLIP 2013 - Parte III


Desde o começo eu já sabia que perderia o primeiro dia da Festa por causa de um curso na mesma noite aqui no Rio, e por causa de imprevistos além do meu controle, acabei perdendo também o segundo dia! Mas ainda havia muito pela frente ... e tomar café da manhã com uma vista dessas ... bem ... faz a gente esquecer qualquer aborrecimento que possa ter insistido em permanecer ...


Planos atrasados ... mas não abandonados!!! Partiu conhecer a cidade???


Logo de manhã as ruas do Centro Histórico já estavam bastante movimentadas ... bandeirinhas por todos os lados ... tudo em clima de festa!!!



Paraty é uma cidade linda e aconchegante ... as casinhas, as charretes passeando pelas ruas do Centro Histórico ... nos dão a sensação de termos voltado no tempo!!!


E a vontade de dar uma de Julieta e debruçar numa sacada linda como essas??? Romeu, onde estás???


Mesmo após o Sol se pôr ... as ruas continuavam movimentadas e cheias de atrações ...


E a vista continuava de tirar o fôlego!


Saldo do primeiro dia de FLIP: dores nas 2 pernas, 1 mesa assistida, 4 novas amigas e uma noite de sono para recarregar as baterias para o próximo dia ...

Nos próximos posts, a minha programação!

Outros posts sobre a viagem:
FLIP 2013 - Parte I
FLIP 2013 - Parte II
FLIP 2013 - Parte III

quinta-feira, 11 de julho de 2013

FLIP 2013 - Parte II

A primeira coisa que descobri sobre a FLIP é que eu não sou a única a querer comparecer ao evento sem se quer ter idéia dos autores convidados ...

Em abril comecei a pesquisar preços e disponibilidade para o período. A busca era totalmente sem critério ... só para ter uma idéia de valores mesmo ... mas recebi tanta resposta de "já estamos lotados" que cheguei a pensar que a FLIP teria de ficar para a próxima.

Quando haviam vagas, os valores eram bem além do meu orçamento ... Foi então que resolvi escutar algumas amigas e procurar um bom Hostel ... afinal ... sempre que viajo, o hotel só serve mesmo para usar o banheiro e dormir ...

Busquei por localização, valores, avaliações de frequentadores e encontrei um Hostel que parecia bastante apropriado e contava com um atrativo beeeeem especial: Café da manhã na praia!!!


E assim começou minha sexta-feira ... com esse sol, esse mar ... e esse café da manhã simples e delicioso!!!

FLIP 2013 - Parte I


Depois de tanto tempo dedicando a vida aos estudos, enfim cheguei ao estágio em que 'só' trabalho - curso não conta - e o direito a algo que eu já tinha ouvido falar .... mas não sabia 'que gosto tinha':

FÉRIAS!!!

Já tinha a intenção de dividir minhas férias em duas partes, a segunda já tinha local definido, mas a primeira parte não tinha se quer uma data!!! Só uma coisa estava definida: eu PRE-CI-SA-VA viajar!!!

Mas ... para onde ir??? Eu só sabia que precisava ter muito o que fazer para me distrair ... e ao mesmo tempo ter espaço pra me isolar nos meus pensamentos quando precisasse ...

Eis que na minha mente surge aquela idéia que há muitos anos dormia quietinha só esperando pelo momento certo!!!


O tempo que já me foi um grande problema no passado, agora estaria resolvido desde que conciliasse minhas férias com o período da FLIP.

Esse ano a 11ª Festa Literária Internacional de Paraty - a.k.a. FLIP - ocorreu de 3 a 7 de julho e dessa vez eu não fiquei de fora.

Férias marcadas, ingressos comprados e lá fui eu ... primeira vez viajando sozinha para um lugar em que não conhecia ninguém, primeira vez em Paraty, primeira vez na FLIP e primeira vez hospedada em um Hostel!!! Tanta primeira vez ...

A viagem foi tão boa, tão perfeita, que não cabe descrevê-la em um único post ... até 'empurrei' pra depois as resenhas que eu deveria ter publicado antes de viajar ...

E aí? Quer saber como foi minha experiência???

Outros posts sobre a viagem:
FLIP 2013 - Parte I
FLIP 2013 - Parte II

quarta-feira, 17 de abril de 2013

O Castelo nos Pirineus



Após fechar A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, nada mais adequado que embarcar no próximo livro da caixinha 'né'?

O Castelo nos Pirineus entrou pro meu top favoritos junto com O Dia do Curinga.

O Castelo nos Pirineus é a história de um casal que se reencontra após 30 anos separados e voltam a manter contato através de e-mails. Através dessas trocas de e-mails eles revivem os acontecimentos que os levaram a seguirem suas vidas por caminhos diferentes.

Pouco a pouco vamos conhecendo a história dos dois ... como um fato inexplicável ocorrido anos antes pode ser ao mesmo tempo ignorado por um e questionado por outro a ponto de transformar um descrente em uma pessoa de fé, e como essa divergência de pensamento pode abalar um relacionamento que parecia perfeito!

Gosto muito de histórias que nos fazem pensar, seja por questionamentos implícitos ou bem evidentes como nesse caso. Principalmente se o questionamento aborda um tema que não há como 'provar' quem está certo ou errado, um tema em que cada indivíduo deve escolher em que acreditar e seguir seu coração: religião.

Deus existe?

É a pergunta que paira sobre toda a história ...

O que mais gostei no livro é que não há uma tendencia a 'defender' um dos lados, ambos são bastante firmes naquilo que acreditam e defendem suas crenças com muita paixão. Há sempre a afirmação de 'não quero mudar sua opinião' mas a todo momento podemos sentir uma tentativa de persuasão de ambas as partes.

Achei interessante ver uma história em que tanto o ateu quanto o crente afirmam respeitar o outro, mas não deixam de tentar convencê-lo de sua própria 'verdade'. O 'grande fato' que abalou o relacionamento dos dois é um tanto simples, mas o desenrolar da história leva a um desfecho surpreendente e questionador.


RECOMENDO!!!


domingo, 14 de abril de 2013

A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken



Depois de ler O Dia do Curinga, resolvi fechar a caixinha que comprei do autor e emendei logo o próximo livro.

Li os resumos dos outros três e foi fácil optar por esse... tem como uma viciada em livros não se atrair por um livro que fala sobre ... livro???

A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken conta a história de dois primos que após passarem as férias juntos decidem manter contato através de cartas, porém de uma maneira bem diferente ... um livro de cartas!

E é quando o menino está comprando o 'livro' para que possam começar sua troca de cartas que a história começa.

Uma história deliciosa de se ler, com um toque de mistério e 'magia' (?) que nos faz querer acompanhar todas as páginas e descobrir todos os segredos junto com as crianças.

Embora eu tenha achado o desfecho da história meio 'bobo', ele encaixa muito bem no contexto que mexe bastante com a inocência e o imaginário infantil.


quinta-feira, 23 de agosto de 2012

22ª Bienal do Livro - SP!

E minha participação em um livro muito especial ...


Como toda pessoa apaixonada por livros, um dos meus eventos favoritos é a Bienal do Livro!
Mas eu não estou aqui para falar de lançamentos ou dar um depoimento 'jornalístico' do evento ... muito pelo contrário ... esse post é só para registrar um dia muito especial e que só foi especial graças aos grandes amigos que tenho e nosso amor em comum pela Turma da Mônica!

Turma da Mônica!? Você deve se perguntar ...
Sim! Você leu direito ... se quiser entender um pouco mais o significado disso tudo, tem um post aqui que dá uma ideia ...

Para mim, tudo começou quando vi o calendário da Bienal e percebi que ela terminava no final de semana do meu aniversário. Como eu e todos os fãs cariocas já pretendíamos dar as caras por lá para conferir o Ouro da Casa, não resisti e ... uma bela noite ... no bar carioca que já está virando nosso QG oficial, fiz a proposta indecente!

"Que tal se fôssemos todos para São Paulo na sexta e comemorássemos meu aniversário na Ludus?"

E não é que o pessoal topou??? Assim sem pestanejar ...

Mas o toque especial do passeio nem foi esse ... foi algo que surgiu alguns dias depois dessa mesa de bar ...

Com tantos livros "MSP" em homenagem ao Mauricio de Sousa, a nossa querida Mariana (Mari para os amigos) pensou ...

"Porque não um livro de fãs!?"

E assim nasceu o "MSP por 38 (entre milhões) de Fãs"


Uma ideia que só pode ser concretizada através dessa corrente de amigos e fãs, que não tem nenhuma vergonha em tirar umas fotos ou se arriscar a pegar em um lápis quando a ideia é tentar mostrar ao Mauricio e toda a sua equipe o quão importantes e queridos eles são pra todos nós!

E com um prazo muito um tanto apertado, muita vontade e muita criatividade ... esses fãs escreveram sua homenagem que foi impressa e encadernada na semana do 'lançamento' ... como alguns de nós brincamos "Nós lançamos um livro na Bienal!" e nesse momento ninguém esperava que também fôssemos dar autógrafos!

O sábado já começou corrido e com um banho de água fria para alguns de nós que não conseguiu pegar senha para os autógrafos do Mauricio - terei de esperar por algum evento no Rio, paciência!.
No desenrolar do dia, além da cia maravilhosa do Flávio e da Vivi - dois dos Ouros da Casa - ainda descolamos alguns autógrafos de outros Ouros que passeavam por lá.
E no final do dia ... quando parecia que conseguiríamos entregar nossa homenagem .... tudo desandou e um impecílio nos obrigou a tomar medidas drásticas!!! A Surpresa que era para ser entregue a três pessoas simultaneamente teve de ser entregue 'aos pedaços' ... e tudo que havia sido cuidadosamente planejado, e que por um momento parecia ter desabado diante de nossos olhos ... acabou saindo melhor do que a encomenda ... ouso dizer que MUITO melhor!!!


Muito obrigada a Mari pela ideia, ao Makotorin por ter embarcado nessa com ela e a todos os demais pelo dia maravilhoso!
Foi ótimo rever os amigos e trazer para o 'mundo real' aqueles que só existiam no virtual. Foi um prazer trabalhar com vocês!

À Mauricio de Sousa Produções ... Obrigada por existirem e fazer da minha vida (e de milhões de outras pessoas) mais divertida e digna de ser vivida! Esperamos que apreciem essa singela homenagem.

Se antes já admirávamos todos vocês pelo talento e trabalho, agora admiramos muito mais, pois pudemos sentir na pele o quão complicado pode ser encontrar aquela ideia brilhante que parece fazer questão de se esconder em algum lugar da nossa mente e ficar bem distante de nossas mãos ... e que, depois de muito procurá-la, é muito prazeroso vê-la concretizada no papel.

E para fechar o post ... já que não tenho a clássica foto com o Mauricio ... vai um preview da minha colaboração com esse Livro dos Fãs!


P.S.: um dia quando eu tomar vergonha na cara tiver tempo falo um pouquinho mais sobre o que foi trabalhar no projeto desse livro.
P.S.2.: A quem interessar possa ... o link para o livro completo!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Dia do Curinga



Um dos motivos que me fez criar esse blog foi o fato que além de ser viciada em leitura, eu também adoro conversar sobre o que leio. Quando a gente encontra alguém com um gosto parecido é ainda melhor, pois sempre acabamos descobrindo que já lemos um mesmo livro e, por muitas vezes, saímos com alguns "pra ler".

Já comentei por aqui sobre uma conversa que tive e que me fez lembrar de um livro que queria muito ler - mais alguém tem o costume de quer ler um livro e, se não anotar, esquecer? Acho que quero ler tanta coisa que acabo me perdendo.

Só que dessa conversa também saiu a recomendação de um outro livro: "O Dia do Curinga", seguida da clássica frase "Você vai gostar!"

E gostei!

Eu já tinha ouvido falar - e me interessado em ler. Mais um da lista que eu queria ler e tinha esquecido - no "O Mundo de Sofia" e quando soube que era do mesmo autor, comprei logo a caixinha que vem com 4 livros do mesmo autor - ô vício!

O Dia do Curinga é a história de um menino e seu pai em busca da mãe e esposa que, há muito tempo, havia deixado sua família com o objetivo de encontrar a si mesma. E mais uma outra história, dentro dessa história, que tem uma outra história dentro, que tinha uma outra que ... confesso ... às vezes eu esquecia qual história de quem estava lendo.

Posso dizer que adorei do livro logo nas primeiras páginas?

A narrativa é simplesmente deliciosa! Toda a história é narrada em primeira pessoa. Através da perspectiva de um menino de 12 anos Jostein Gaarder nos dá umas modestas aulas de história e, o que mais me conquistou, nos faz pensar filosofar ... sobre a vida, sobre a nossa existência - Seríamos seres artificiais? - e fecha o livro nos deixando um novo questionamento sobre a própria história - ou seria sobre a história dentro da história?.

Gostei tanto do estilo do autor que emendei com "A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken" só porque o resumo me agradou, e já garanto que o livro também - mesmo estando a algumas páginas de fechá-lo.

RECOMENDO!!!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Homem Invisível



Mais uma obra de H. G. Wells pra minha estante de livros lidos.

Agora pra fechar a listinha de prioridades do autor, só falta "A Ilha do Doutor Monreau".
Quem nunca sonhou em ficar invisível? Aprontar algumas sem que ninguém veja? Seria possível? Lembro de ter lido em algum lugar que a invisibilidade seria possível, mas que o processo para se tornar invisível exigiria tantas mudanças celulares que a pessoa perderia a forma humana - que medo!.

Nesse livro um jovem cientista descobre a um procedimento capaz de tornar objetos (e seres vivos) invisíveis. E, como era de se esperar, ele realiza a experiência nele próprio, mas acaba concluindo que ser invisível pode não ser tão vantajoso.

A dinâmica do livro é excelente! A história já começa com o Homem Invisível a beira da insanidade. Somente alguns capítulos mais tarde a história é contade e ficamos sabendo como o cientista teve a idéia, formulou a teoria e botou ela em prática! Aos poucos percebemos como um cientista brilhante acabou se transformando num maníaco homicida.

Para quem cresceu com a invisibilidade sendo abordada como algo legal, um poder digno de super-heróis, ler uma abordagem dos aspectos negativos é bem interessante ... afinal, nós ficaríamos invisíveis, mas não intangíveis e até mesmo uma simples chuva poderia nos revelar! Mas, como sempre, meu aspecto favorito é a abordagem da mente humana e perceber que, aos olhos de H. G. Wella, nem mesmo uma mente brilhante  seria capaz de lidar com um 'poder' (ou devo dizer maldição?) como esse.


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Atualizando a pilha ...


Esse final de semana tomei vergonha na cara arrumei um tempinho pra atualizar as resenhas que faltavam e percebi que essa vida corrida tem me atrasado nas minhas leituras. Que feio!

Voltei a carregar meu livro amigo de cada dia (atualmente: O Homem Invisível) e reassumirei o compromisso de postar minhas impressões pouco tempo após fechar o livro da vez. Palavra de leitora!

E pra me lembrar que essa pilha está bem grandinha ... (tenho quase certeza que aumentou livro desde o último post, mas não consigo lembrar qual)


Livros "na fila" em ordem alfabética:

A Arte da Guerra - Sun Tzu
A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken - Jostein Gaarder
A Cabana - William Young
A Coisa - Stephen King
A Torre Negra (Coleção de 7 livros) - Stephen King
A Volta ao Mundo em 80 dias - Julio Verne
Acima de Qualquer Suspeita - Scott Turow
Apocalipse Zumbi - Alexandre Callari
As Brumas de Avalon - Marion Zimmer Bradley
Buick 8 - Stephen King
Contos de Vampiros - Varios autores
Contos dos Irmãos Grimm
Crianças Índigo - Ingrid Canete
De Amor e Maldade - Anne Rice
Deixa ela entrar - John Ajvide Lindovist
Eu Robô - Isaac Asimov
Guia do Pão Duro - Gustavo Nagib
Irmã Morte - Justo Navarro
Limites da Fundação - Isaac Asimov
Love - Stephen King
MSP Novos 50 - Diversos
Navegando nas Letras I e II - Mauricio de Sousa
O Castelo nos Pirineus - Jostein Gaarder
O Dia do Curinga - Jostein Gaarder
O Diário da Princesa - Meg Cabot
O Diário de Bridget Jones - Helen Fielding
O Diário de John Winchester - Alex Irvine
O Grande Livro das Histórias de Fastasmas - Diversos
O Homem Invisível - H. G. Wells
O Inocente - Scott Turow
O Mundo de Sofia - Jostein Gaarder
O Médico e o Monstro - Robert Louis Stevenson
O Príncipe - Maquiavel
Onde Estivestes de Noite - Clarice Lispector
Se Eu Fechar os Olhos Agora - Edney Silvestre
Tempo dos Anjos - Anne Rice
Trilogia Fundação - Isaac Asimov
Um Estudo Em Vermelho - Arthur Conan Doyle
Um Sábado Qualquer - Carlos Ruas
Viagem ao Centro da Terra - Julio Verne

41 livros na pilha e contando ...

P.S: Já viu que está cheio de promoções lá na Viciados em Livros???

domingo, 13 de maio de 2012

Contos dos irmãos Grimm



Desde que descobri que as historinhas da Disney são inspiradas em contos antigos que não tinham nada de infantis, eu tenho essa cisma de conhecer os contos originais.

E quando me deparei com esse livro, não resisti!

Ele reúne contos originais dos irmãos Grimm, dentre eles, "A gata borralheira", "Branca de Neve", "Chapeuzinho Vermelho", "Rapunzel" ...

Eu achei o livro ... um tanto ... estranho!

Lógico que eu não sou o mesmo público que existia na época em que os contos foram escritos, mas, mesmo sabendo que contos não precisam ter necessariamente início, meio e fim, nem 'moral da história' e etc. Todos os contos que havia lido até o momento em que peguei esse livro tinham, ao menos, uma história coerente dentro daquelas poucas páginas. Mas esse livro?

Bom ... foi muito bom conhecer os contos originais e descobrir que as histórias não tinham nada de infantis e os finais dos vilões não eram nada bonitinhos. Também foi bom descobrir o estilo literário que um dia foi comum, as histórias um tanto soltas e meio 'sem pé nem cabeça' ...

Valeu a leitura ... valeu conhecer um pouco as histórias ... gostei de ter lido o livro, mas não recomendaria a qualquer pessoa.

"Ai de mim!" se recomendo e alguém não gosta!

Eu, robô



Comprei esse livro antes mesmo da Trilogia Fundação, mas acabei lendo depois porque a vontade de conhecer logo a tão falada trilogia era muito maior.

Para aqueles que reconheceram somente o título ... Sim! Esse é o livro que inspirou o filme com Will Smith e não! Não é a mesma história, embora algumas personagens tenham sido utilizadas no filme como, por exemplo, a Dra. Calvin.

"Eu, robô" é um compilado de contos escritos por Asimov sobre ... bem ... Robôs!

A história principal é uma entrevista feita com a Dra. Calvin em que ela conta sua experiência como psicóloga de robôs relatando casos - contos - que ela soube ou vivenciou.

O grande foco do livro é o mesmo do filme, "As três leis da robótica". Asimov descartou as idéias mais comuns de robôs se revoltando contra seus criadores, sem nenhuma explicação aparente e tornou essas manifestações mais lógicas e coerentes - é eu gosto dessa palavra hehe - o que faz bastante sentido visto que robôs são puramente lógicos!

"Eu, robô" é isso ... uma série de pequenos relatos da Dra. Calvin contando como a lógica das três leis afeta o comportamento dos robôs levando-os a atitudes bem surpreendentes como, por exemplo, a de um robô que questiona sua própria existência e acaba ... por assim dizer ... fundando uma religião.

RECOMENDO!!!

Segunda Fundação



Últmo livro da Trilogia Fundação.

 O que parecia insolúvel, foi solucionado!

Toda a ameaça ao plano Seldon proporcionada por uma única pessoa foi ... apagada?!

Ninguém entende o que aconteceu e só há uma única explicação plausível ... a Segunda Fundação EXISTE!!!!

Mas são eles? Onde estão? Seria a Segunda Fundação uma ameaça ao resto da Galáxia?

Essa nova história fecha a trilogia de forma maravilhosa! A busca pelos membros da Segunda Fundação e a criação de uma 'arma' capaz de neutralizá-los ... tudo para impedir que essas pessoas se tornem uma nova ameaça!

Como eu já mencionei em vários posts, o que mais gosto na FC é a análise da psicologia humana que vem 'disfarçada' numa história um tanto surreal. Nessa trilogia vemos vários aspectos inegavelmente reais!

Primeiro a reação das pessoas diante da previsão de um futuro nada agradável ... é mais fácil afastar aquele que prevê a destruição do Impeŕio do que tentar entender e trabalhar junto com ele.

Depois, a incapacidade de reação diante de algo imprevisível e a esperança de que aquele que vinha sendo o salvador de todos tenha pensado em algo para contornar a situação em que se encontram.

E, finalmente, o medo diante do desconhecido! Momento em que aqueles que antes foram os heróis ao acabarem com a ameaça de alguém extremamente poderoso, agora são vistos como uma possível nova ameaça. Afinal ... alguém que consegue derrotar um inimigo muito poderoso, não pode ser um amigo?

Nessa história nós leitores somos envolvidos numa investigação sobre onde estaria localizada a Segunda Fundação e o mais interessante é ver que a história é tão bem construída que até mesmo eu, que já suspeitava (corretamente como descobri mais tarde) da localização, não conseguia ver motivos para as personagens não estarem seguindo as pistas certas.

A coleção é maravilhosa, quem adora uma boa Ficção Científica não pode deixar de ler!


RECOMENDO!!!

Trilogia Fundação:
Segunda Fundação

Fundação e Império



Segundo livro da Trilogia Fundação.

Duas crises Seldon se passaram e uma nova crise está por vir.

Os modelos matemáticos de Seldon eram capazes de prever o futuro do império baseado no comportamento do coletivo e tudo parece perdido quando surge alguém que pode influenciar os acontecimentos individualmente.

A história prende tanto quanto o livro anterior e nos deixa ainda mais intrigados em como essa crise será resolvida ... E é diante dessa questão que descobrimos que Seldon, embora não pudesse prever a influência de um único indivíduo, ele havia pensado que isso pudesse ocorrer e construído uma outra Fundação, a Segunda Fundação, que ninguém tem certeza se realmente existe, nem onde poderia estar localizada, mas aos seguidores de Seldon, só resta confiar que ela exista.


RECOMENDO!!!

domingo, 30 de outubro de 2011

Fundação



Isaac Asimov é galácticamente mundialmente conhecido pelas suas obras de ficção científica e a trilogia Fundação "só" foi eleita a melhor coleção de ficção científica e fantasia de todos os tempos! E, como fã dessa temática, eu não poderia deixar de ler essa série!

Histórias futurísticas como essa me atraem por sempre conterem uma análise do comportamento humano. Para construir um cenário no futuro com coerência o autor precisa ter uma opinião bem formada sobre até que ponto a humanidade é capaz de evoluir e em qual momento dessa evolução ele pretende situar sua história.

Fundação se passa num futuro muito muito muito muito distante, tão distante que a a origem da humanidade já está esquecida. Um futuro em que não somos apenas países e continentes ... somos planetas ... milhões deles. Um futuro pacífico, comandando por um Império ... O Império Galáctico.

Mas um cientista, um psico-historiador para ser mais exata, prevê que esses tempos de paz estão para acabar e, junto com sua equipe, ele começa a trabalhar em uma forma de reduzir o período de barbárie que seguiria a queda do império já que, segundo seus cálculos, a queda é inevitável.

A primeira coisa que me ganhou no livro foi exatamente a 'psico-história' que basicamente é uma análise matemática de fatos históricos. Um processo de modelagem - para quem está familiarizado com o termo - em que são utilizadas características do comportamento humano para projetar acontecimentos futuros. É lógica ... simples e pura lógica ... gamei!

A história é simplesmente excelente! Daquelas que prende do começo ao fim, praticamente um quebra cabeça gigante de fatos e acontecimentos que vão surgindo e se encaixam perfeitamente revelando uma figura bem diferente da que esperávamos.

RECOMENDO!!!