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domingo, 13 de maio de 2012

Contos dos irmãos Grimm



Desde que descobri que as historinhas da Disney são inspiradas em contos antigos que não tinham nada de infantis, eu tenho essa cisma de conhecer os contos originais.

E quando me deparei com esse livro, não resisti!

Ele reúne contos originais dos irmãos Grimm, dentre eles, "A gata borralheira", "Branca de Neve", "Chapeuzinho Vermelho", "Rapunzel" ...

Eu achei o livro ... um tanto ... estranho!

Lógico que eu não sou o mesmo público que existia na época em que os contos foram escritos, mas, mesmo sabendo que contos não precisam ter necessariamente início, meio e fim, nem 'moral da história' e etc. Todos os contos que havia lido até o momento em que peguei esse livro tinham, ao menos, uma história coerente dentro daquelas poucas páginas. Mas esse livro?

Bom ... foi muito bom conhecer os contos originais e descobrir que as histórias não tinham nada de infantis e os finais dos vilões não eram nada bonitinhos. Também foi bom descobrir o estilo literário que um dia foi comum, as histórias um tanto soltas e meio 'sem pé nem cabeça' ...

Valeu a leitura ... valeu conhecer um pouco as histórias ... gostei de ter lido o livro, mas não recomendaria a qualquer pessoa.

"Ai de mim!" se recomendo e alguém não gosta!

Eu, robô



Comprei esse livro antes mesmo da Trilogia Fundação, mas acabei lendo depois porque a vontade de conhecer logo a tão falada trilogia era muito maior.

Para aqueles que reconheceram somente o título ... Sim! Esse é o livro que inspirou o filme com Will Smith e não! Não é a mesma história, embora algumas personagens tenham sido utilizadas no filme como, por exemplo, a Dra. Calvin.

"Eu, robô" é um compilado de contos escritos por Asimov sobre ... bem ... Robôs!

A história principal é uma entrevista feita com a Dra. Calvin em que ela conta sua experiência como psicóloga de robôs relatando casos - contos - que ela soube ou vivenciou.

O grande foco do livro é o mesmo do filme, "As três leis da robótica". Asimov descartou as idéias mais comuns de robôs se revoltando contra seus criadores, sem nenhuma explicação aparente e tornou essas manifestações mais lógicas e coerentes - é eu gosto dessa palavra hehe - o que faz bastante sentido visto que robôs são puramente lógicos!

"Eu, robô" é isso ... uma série de pequenos relatos da Dra. Calvin contando como a lógica das três leis afeta o comportamento dos robôs levando-os a atitudes bem surpreendentes como, por exemplo, a de um robô que questiona sua própria existência e acaba ... por assim dizer ... fundando uma religião.

RECOMENDO!!!

sábado, 29 de outubro de 2011

O Médico e o Monstro


Ganhei esse livro num concurso Cultural da Cia do Livros no Twitter. Sempre quis ler essa história e quando surgiu essa promoção, não pude resistir ... e ganhei!

Creio que a história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde não é novidade para ninguém mas, mesmo sabendo o final e perdendo o impacto da 'grande revelação', eu simplesmente precisava ler! Aliás eu tenho essa mania de querer conferir os títulos originais, até Branca de Neve eu tenho a 'versão verdadeira' pra ler!

O que nos tornaríamos se libertássemos nosso lado "primitivo", se não estivéssemos presos à culpa e às regras da sociedade?

"O Médico e o Monstro" correspondeu a todas as minhas expectativas. A história é contada do ponto de vista do Dr. Utterson que fica sabendo da reclusão de seu amigo Jekyll e de sua estranha relação com um tal de Mr. Hyde, nessa linha o autor vai revelando os acontecimentos 'aos pedaços', sempre no tom misterioso e questionador de Dr. Utterson o que influencia diretamente o impacto da revelação final. O texto é tão bem escrito que acredito que teria me surpreendido se já não soubesse o final.

Esse livro me lembrou um pouco o "O Retrato de Dorian Gray", por também focar no lado obscuro do ser humano ... ambos fazem uma reflexão bastante sombria do que os seres humanos poderiam se tornar se fossem livres para agir como realmente quisessem.

Um Terror Psicológico de 1ª linha!

RECOMENDO!!!

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Assassin's Creed: Renascença


Fechei esse livro mês passado, mas só agora arrumei um tempinho para falar sobre ele.

Como já comentei em post anterior, Assassin's Creed é o nome de um jogo de vídeo-game. Embora eu nunca o tenha jogado, sempre me divirto assistindo meu irmão jogar e quando descobri que tinha um livro, não resisti!

Infelizmente o livro acabou me desapontando um pouco...

As primeiras 80 páginas foram difíceis de ler. Não, não estavam em outro idioma, nem mal escritas ... elas só eram, basicamente, um "tutorial" do jogo. Sem história, sem emoção, basicamente uma sequência de cenas sem contexto lógico que são muito úteis em um jogo, porém maçantes em um livro.

Depois que o tutorial acaba e aprendemos a jogar de um tempo o livro começa a ficar mais interessante e fácil.

Nunca consegui assistir meu irmão jogando do início ao fim, mas o Ezio 'pega todas', tanto no livro quanto no jogo. A diferença é que o livro retrata o Ezio com um perfil mais pra jovem sedutor, enquanto no jogo a impressão maior é que as mulheres é que são fáceis - ponto pro livro!

Gostei muito do Ezio livro, a leitura - depois do 'tutorial' - é bastante agradável, a história prende e é muito boa - quem conhece o jogo já sabe que é - acredito que encantará quem nunca jogou Assassin's Creed, porém tenho dúvidas de como os fãs do game reagiriam.

Como só assisto meu irmão jogar, não conheço a história completa, porém reconheci vários trechos do jogo e fiquei com a nítida sensação que o único trabalho que o autor teve foi o de escrever as 'cut scenes' - da história de Ezio, Desmond não é nem citado, embora em um momento seja possível identificar sua 'presença' - em forma de romance, mais nada!

Em suma, é um romance muito bom, porém é melhor os fãs do game não esperarem grandes coisa. Sinceramente ... eu prefiro assistir meu irmão jogar ... é bem mais divertido e a imagem do XBox na TV HD é impagável hehe.

P.S.: Se alguém que já jogou Assassin's Creed chegar a ler o livro, por favor me diga se é realmente as 'cut scenes' romanceadas? Grata!

*O termo 'cut scenes', para quem desconhece, é utilizado para se referir aos trechos do jogo em que o jogador 'para de jogar' e rola alguma cena com as personagens, geralmente para contar a história do jogo ou para apresentar algum monstro super-ultra-mega-blaster difícil que você terá de enfrentar assim que a 'cut scene' acabar - Resident Evil Feelings!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A História Sem Fim


Sempre que gosto muito de um filme procuro saber se ele é adaptado de algum livro com a intenção de ler a obra original. Foi assim com Ensaio Sobre a Cegueira, A Espera de Um Milagre, O Retrato de Dorian Gray, etc. e, aos poucos, fui conhecendo os originais dos meus filmes queridos, porém ainda havia um filme esquecido em algum lugar da minha memória: "A História Sem Fim".

Assisti quando era menina e sempre que era exibido, lá estava eu assistindo novamente. Mas na época não existia a maravilhosa internet - ó a idade sendo revelada! - e não dava para achá-lo com a facilidade de hoje em dia, daí caiu no esquecimento.

E esse desejo estava lá dentro de mim, adormecido, até ser despertado durante um sempre agradável "papo da madrugada" com amigos ... começamos a falar sobre livros e eis que surge o dito cujo "A História Sem Fim". Como assim nesse tempo todo que tentava lembrar de algum livro eu nunca lembrei desse??? Assim que sentei na frente do computador encomendei logo o meu.

O livro é, por falta de palavra melhor, FASCINANTE ... do início ao fim!

Ele tem todos os elementos de um bom "conto de fadas", ação, aventura, príncipe, herói, mocinhas indefesas ... todos os elementos que já vimos nos livros infantis, porque, afinal, é isso que é "A História Sem Fim" ... ela é todas as histórias que já foram escritas, mais do que isso ... ela é todas as histórias que ainda estão para ser escritas.

É o tipo de história que queremos ficar lendo e curtindo, mas ao mesmo tempo queremos saber o que acontecerá depois, mas também não queremos que acabe. E não acaba ...

É bem claro como a história é uma simples aventura cheia de altos e baixos aos olhos de uma criança e ao mesmo tempo uma "lição de moral" para nós adultos. Principalmente aqueles de nós que um dia tiveram imaginação fértil e acabaram se deixando levar pela maturidade, esquecendo os prazeres simples do ato de sonhar!

Por muitas vezes me senti como o próprio Bastian ao ler o livro, como se muito do que está escrito naquelas páginas fosse um recado para mim, como se eu também precisasse fazer alguma coisa para impedir que Fantasia fosse tomada pelo Nada!

Quem conhece a história sabe que para Fantasia ser salva é preciso que um ser humano dê um novo nome a Imperatriz Criança - e nem tô dando spoiler porque isso é dito logo no começo do livro -, mas quem realmente entende o que é Fantasia sabe que dar-lhe um nome significa muito mais do que parece.

O que fez com que eu me apaixonasse pelo livro não foi exatamente me pegar dando um nome a Imperatriz Criança - e alguém consegue não fazê-lo? -, mas a forma com que ele surgiu ... como se na verdade ele sempre tivesse existido ... como a maioria das coisas de Fantasia ... que surgem no momento em que a criamos, mas que sempre estiveram lá.

Quem gosta de histórias fantásticas, tendo assistido o filme ou não - alías, se alguém que foi criança na década de 80 não assistiu, deveria se envergonhar! =P -, vai se apaixonar por esse livro.

RECOMENDO!!!

P.S.1: Um obrigada especial a Petra, por ter me lembrado da existência desse livro.
P.S.2: Existem algums curiosidades sobre o nome do Bastian e do Sr. Koreander bem interessantes, mas que não vou listar aqui só pra vocês terem o trabalho de procurar ;p

sábado, 23 de julho de 2011

Na pilha: Assassin's Creed


Acho que essa é a primeira vez que publico um post sobre um livro antes de lê-lo.

Além de viciada em livros, confesso que também adoro um jogo de vídeo-game, gosto até mesmo de ficar assistindo as pessoas jogarem - alô, maninho! - e um dos que volta e meio assisto meu irmão jogando é justamente o jogo que inspirou esse livro, Assassin's Creed.

Um belo dia entro no site da Saraiva procurando algo, que eu já nem lembro mais, e, como boa viciada em livros, resolvi fuxicar os preços de alguns livros quando dou de cara com essa capa aí do lado e me pergunto: "O que esse jogo está fazendo no setor de livros?", vou olhar mais de pertinho e descubro que não era o jogo, mas o livro!

Quando mostrei o link pro meu irmão, ele nem pensou duas vezes, falou logo pra comprá-lo! E olha que ele nem é tão chegado em livros - toda família tem sua ovelha negra.

Comprei!

Chegou essa semana e eu que tinha dado um tempo no livro "Rainha do Castelo de Ar" para emprestar a uma colega e aproveitado para ler "A História Sem Fim", tô começando a pensar em pegar esse livro mesmo que minha amiga já tenha me devolvido o outro...

No jogo, Desmond tem uma "missão especial" a cumprir e, para cumprí-la, ele revive as memórias de um homem chamado Ezio que um dia viveu na Itália e lá aprendeu a "Arte dos Assassinos". O livro é justamente a história de Ezio e o que o levou a esse caminho.

Obviamente não é necessário conhecer o jogo para apreciar o livro, mas com certeza os fãs do jogo terão um gostinho a mais na hora de lê-lo!

Ele tá no topo da lista no momento e a menos que eu mude de idéia - o que não é muito difícil quando se trata do meu humor para ler livros - ele será o próximo assim que eu fechar "A História Sem Fim".

E o post com os livros "na pilha" vai ficando cada vez maior ...

P.S.: Uma curiosidade intrigante ... comprei o livro na Saraiva online dia 16/07, chegou essa semana, mas o mesmo livro ainda consta como em pré-venda no Submarino.com com previsão de entrega para depois do dia 05/08.



UPDATE: Aqui vocês encontram o primeiro capítulo do livro ... quem quiser dar uma conferida ;-)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Os Homens que Não Amavam as Mulheres


Já tem um bom tempo que eu estava curiosa para ler essa série do Stieg Larsson, os livros estavam aqui na estante só esperando para serem lidos, mas sempre faltava tempo.

Adoro romances policias, mas sempre tenho um receio de ler por medo do autor não ficar atento a cronologias ou acabar se perdendo tanto em suposições que nem percebe que o crime acaba resolvido sem provas ou sem lógica alguma.

E esse livro entra pra pra lista de favoritos justamente por ter uma trama muito bem elaborada e livre dessas falhas bobas.

Admito que a leitura foi bem difícil no começo, gosto de livros com "movimento" e perder muito tempo com pessoas 'contando historinhas' acaba ficando entediante pra mim, sem contar que o blá blá blá soava meio artificial do tipo "Alguém realmente fala assim?", mas levo em consideração que não conheço bem os costumes do país do autor e nem posso contestar mesmo a naturalidade das conversas. Mas uma vez que todas as histórias foram contadas e a trama começa a se desenvolver a gente embarca na leitura e não consegue mais se desligar da história.

As personagens são marcantes e muito bem trabalhadas - embora eu sinta um 'quê' de alter ego do autor no Super Blomkvist -, todas tem seu nível de importância na trama. O autor parece não ter pressa nenhuma em sair revelando a história o que torna a leitura muito agradável, a gente se sente participando junto com as personagens, vamos descobrindo toda a trama juntamente com Mikael Blomkvist e nos sentindo parte da história.

Há algumas cenas 'pesadas' que dependendo do leitor pode incomodar um pouco, mas não são exageradas ou desnecessárias, ao contrário elas são chaves para retratar características bastante específicas de algumas personagens.

Não é daqueles livros que você lê rápido porque quer chegar logo ao final, ao contrário ... dá vontade de ler calmamente só pra curtir bastante.

RECOMENDO!!!

Trilogia Millennium:
Os Homens que Não Amavam as Mulheres

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Máquina do Tempo


Sou apaixonada por Ficção Científica e ainda mais apaixonada por Viagem no Tempo. São dois estilos que exigem um bom conhecimento da Ciência e o segundo acaba exigindo mais, já que o autor tem de ter cuidado redobrado na hora de montar sua história visto que um pequeno erro de continuidade ou cronologia pode fazer com que uma obra que tinha tudo para ser maravilhosa acabe se tornando um fiasco.

E justamente por adorar esses dois estilos eu não poderia deixar de ler A Máquina do Tempo!

Um clássico da FC e com algumas boas adaptações para o cinema, porém, como esperado, nenhuma é fiél ao livro. Aliás parece que quanto mais antigos os livros, menos fiéis as adaptações.

A história é contada em 1ª pessoa, não do ponto de vista do Viajante do Tempo, mas de alguém que ouviu sua história. O ritmo é muito bom no começo, mas depois de algumas páginas ele desacelera, não chega a ficar chato, mas não cria a vontade de chegar logo ao final da história.

Novamente H. G. Wells foca sua história no comportamento humano. Avançando alguns milhares de anos no futuro o Viajante do Tempo encontra uma terra um pouco diferente da que imaginava. Ao invés de conhecer os avanços tecnológicos da humanidade, ele testemunhou a evolução de sua própria espécie. Uma espécie que há muito tempo havia atingido o ápice do desenvolvimento e agora encontrava-se em algum momento de sua "involução", dividida em duas "espécies" distintas, os Elois e os Morlocs.

O mais interessante nesse livro é analisar as conclusões que o Viajante do Tempo faz sobre como a humanidade teria evoluído para duas espécies diferentes. Um olhar bastante elitista e, do meu ponto de vista, um tanto preconceituoso, mas que nos leva a questionar se um dia chegaríamos a tal ponto.

Depois de ler - e adorar! - A Guerra dos Mundos, que usa uma história bastante agitada para fazer sua crítica ao comportamento humano, A Máquina do Tempo ficou abaixo das minhas espectativas.

O comportamento humano - embutido tanto nas suposições do Viajante sobre a evolução da espécie, quanto nos comportamentos dos Elois e Morlocs - é muito interessante, embora não tenha muito a acrescentar para quem goste desses temas, no máximo podemos perceber como era a visão de alguém do final do séc XIX.

A Máquina do Tempo é um livro muito bom para quem gosta dessa análise de comportamento humano, mas relativamente chato para os demais. A leitura é bastante agradável, porém toda a parte da história que não descreve o futuro pelos olhos do Viajante não possui força suficiente para prender a atenção daqueles que procuram por um pouco de ação e aventura.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Praticamente Inofensiva


Último livro da série O Guia do Mochileiro das Galáxias começa meio "hein?", com foco em uma personagem conhecida dos livros anteriores, mas com uma rotina meio diferente da que conhecemos.

Arthur Dent não consegue retornar ao seu planeta natal, mas já se estabilizou em um lugar onde é muito útil. Sua vida era magnífica até que Trillian dá as caras, as reviravoltas recomeçam e mais uma vez estamos mergulhados nas aventuras de um mochileiro das galáxias.

O mesmo estilo, as reviravoltas de sempre, as mesmas loucuras e a mesma toalha fazem do último livro da saga uma leitura bastante dinâmica. Mesmo tudo o que eu tinha pra fazer e os amplos intervalos entre uma leitura e outra não eram suficientes para que eu perdesse o fio da meada, não importava quantos dias estava sem ler, sempre retomava o livro lembrando perfeitamente das últimas páginas.

Essa última parte se desenrola num ritmo tão frenético e cheio de história que só podemos enxergar duas possibilidades para a série e quando sabemos que a série completa possui apenas 5 livros, fica claro qual será seu desfecho.

Confesso que não esperava um final como esse, embora não enxergue de que outra forma a série poderia terminar sem "deixar margem" para novos livros. Só sei que tudo o que eu acreditava durante a leitura dos demais livros se concretizou!!!

O Guia do Mochileiro das Galáxias é definitivamente minha série infanto-juvenil predileta!!!


sábado, 29 de maio de 2010

Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes!


De volta a Terra - Terra??? - é isso mesmo ... Arthur Dent está de volta a Terra e prestes a conhecer uma pessoa que, embora ele não saiba, está muito mais relacionada com as aventuras que ele viveu como mochileiro do que ele poderia imaginar.

Nesse livro a história se foca principalmente em Arthur e todas as reviravoltas com personagens bizarros de nomes escabrosos e praticamente impronunciáveis não dão as caras.

E foi justamente assim que eu percebi que não foram só as reviravoltas mirabolantes da série que prenderam a minha atenção. Esse livro consegue prender do início ao fim pois, mesmo sem as personagens de nomes quase impronunciáveis ou a constante presença de espaçonaves, ele é cercado de vários mistérios ... como por exemplo:

Como é possível que ele esteja de volta à Terra???

Comecei a ler o livro e quando percebi já tinha terminado. Agora estou para começar o último e se for tão bom quanto os demais poderei afirmar sem sombra de dúvidas que o Mochileiro das Galáxias é minha série Infanto-Juvenil predileta!!!

sexta-feira, 21 de maio de 2010

A Vida, O Universo e Tudo Mais


A cada livro que passa eu vou me apaixonando mais por essa série que, até o momento, é minha favorita das favoritas no quesito Infanto-Juvenil.

Arthur Dent que havia sido abandonado num passado bastante distante da Terra junto com seu amigo, Ford Prefect, retoma suas aventuras como 'mochileiro das galáxias'. Todo o clima de mudanças inesperados no roteiro e grandes revelações dos primeiros livros é mantido nesse.

É incrível a habilidade de Douglas Adams em escrever uma história ao mesmo tempo tão independente das anteriores e tão conectada. Embora os livros sempre comecem de um ponto conectado ao final do anterior, essa conexão é tão sutil e a história flui de forma tão independente quase como se fosse um daqueles contos que começam de repente e acabam de repente sem necessidade de continuação.

Por causa dos meus estudos parei de ler esse livro quase na metade e quando retomei a leitura me surpreendi lembrando exatamente em que momento da história o havia deixado.

Viagens intergaláticas, seres de outro planeta, super computadores, conspirações para dominar o Universo, robôs alienígenas ... é só escolher ... a série O Mochileiro das Galáxias tem de tudo um pouco!!!

E por falar em robôs tem uma passagem desse livro que me embaralhou a cabeça e fiz questão de destacar aqui e como ela não entrega a história do livro ela vai em cor padrão mesmo ao invés do branco dos spoilers.

"[...] Aquela jovem - acrescentou, inesperadamente - é uma das menos ignorantemente aparvalhadas forma de vida orgânica que eu já tive a profunda falta de prazer de não ser capaz de evitar encontrar."
Marvin

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

O Restaurante no Fim do Universo


O Segundo livro da série O Mochileiro das Galáxias segue a mesma qualidade do primeiro.

Nesse ponto já nos sentimos praticamente um Mochileiro, todas as notas de rodapé já entram em nossa mente como fatos verídicos e às vezes a gente se pega se surpreendendo com as atitudes de Arthur como se ele é quem fosse o estranho na história.

Aliás é exatamente isso ... Douglas Adams desenvolve a trama de uma forma que os leitores achem tudo o que acontece normal e comece a enxergar Arthus Dent como o 'diferente'.

Mais uma leitura extremamente divertida e agradável. Em um determinado momento eu ria tanto que um cara fez malabarismo no metrô pra identificar qual livro eu estava lendo.

O que me surpreendeu [Spoiler] foi que eu acreditava que o fim do universo, ao qual o título se refere, fosse uma localização no espaço e não no espaço-tempo como é o caso. O que gera uma 'citação do guia' sobre o tempo verbal adequado a ser utilizado no restaurante digna embaralhar nossos neurônios. [/Spolier]

Por último, me deliciei vendo uma abordagem confusa na medida certa sobre a prova matemática de que existe vida no universo além do Planeta Terra - embora ela seja abordada no sentido contrário, [Spoiler] como prova da inexistência da vida no Universo [/Spoiler].


RECOMENDO!!!

Não esquece de participar da nossa promoção de aniversário!!!

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Guia do Mochileiro das Galáxias


Era pra eu ter começado a ler Ensaio sobre a Lucidez, mas quando minha coleção O Guia do Mochileiro das Galáxias chegou eu simplesmente não resisti!!! Há um bom tempo assisti o filme e, como toda boa viciada, fiquei louca para ler os livros.

A única grande preocupação de Arthur Dent era evitar que sua modesta casa fosse demolida, isso até seu amigo Ford Prefect lhe informar que em alguns minutos algo muito maior seria destruído, a própria Terra e seus habitantes!

Mas Arthur estaria são - ou nem tanto - e salvo, pois seu amigo Ford o tiraria do Planeta momentos antes de sua destruição. Como nem tudo são flores junto com a fuga surge uma nova preocupação os Vogons que não gostam muito de caroneiros, aliás não gostam de ninguém. Mas essa preocupação também não dura muito tempo ... aliás nesse livro nada dura muito tempo.

O livro é escrito em capítulos curtos e com viradas inesperadas que nos prendem na leitura do início ao fim. Nomes escabrosos - Slartibartfast, por exemplo - e artimanhas do tipo 'nota de rodapé' dão um toque de realidade absurda ao contexto.

Esse livro definitivamente foi uma das leituras mais divertidas e agradáveis que já tive, mal terminei o primeiro e já emendei a leitura do segundo. A leitura é tão fácil e prazerosa que se eu tivesse um pouquinho mais de tempo disponível, acho que já teria terminado a coleção completa!!!


RECOMENDO!!!

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Curiosidade:
Procure no Google pela frase exata: a resposta para a vida o universo e tudo mais

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Substitutos


Os Substitutos foram criados com o pricnipal objetivo de atender as necessidades dos deficientes físicos, bastaria se conectar a um Substituto para que os limites impostos pela sua deficiência deixassem de existir. Porém, a sociedade econtrou uma outra utilidade para essa grande invenção.

Pouco a pouco os seres humanos começaram a utilizar os Substitutos para atividades de lazer - esportes radicais e relacionamentos sexuais sem o uso de preservativos já não representavam mais uma ameaça aos operadores de substitutos -; até o mercado de trabalho era influenciado pelos Subs - diminutivo de Substitutos - em que muitas mulheres optavam por subs do sexo masculino visando um bom emprego.

Os índices de criminalidade e o número de doentes diminuiram com a chegada dessa nova tecnologia, mas também diminuiu a 'vida' dos seres humanos que agora passam o dia inteiro em suas casas conectados aos seus Subs. É esse o ponto chave dessa história: alguém parece acreditar que os seres humanos deveriam se desconectar e começa a 'executar' substitutos forçando seus operadores a saírem do 'mundo virtual', um grupo de rebeldes são os suspeitos princiapais, um policial está encarregado do caso e começa a simpatizar com a causa após ter seu subs inutilizado pelo 'limpa-chaminés'.

Uma FC de primeira linha com todos os elementos essencias de um Terror Psicológico. A idéia de podermos 'ser quem nós quisermos' é bastante tentadora e as propagandas da Virtual Self - empresa encarregada da fabricação e distribuição dos Subs - são tão reais e bem feitas que o leitor se sente vivendo a história em primeira pessoa. Confesso que me peguei pensando o quão maravilhoso poderia ser ter essa tecnologia a nossa disposição e assustada ao perceber o quão reclusos poderíamos nos tornar diante de tamanha 'facilidade'.

Para aqueles que gostam de 'finais mastigados', essa não é uma leitura adequada, mas se você gosta de histórias que deixam o final subentendido para tirar suas próprias conclusões, você irá gostar dessa história!

RECOMENDO!!!

Nota: Essa história não é um livro, é uma Comic ou, em português, um Gibi. Roteiro de altíssima qualidade e gráficos muito bons, mas é um gibi, ok?

sábado, 9 de janeiro de 2010

O Corredor da Morte Parte 6 - Coffey no Corredor


O último e emocionante livro da série.

Chegamos ao fim do Corredor da Morte e também ao fim das personagens que fizeram parte dessa história.

Embora o título só deixe claro o final do Homem dotado de um poder maravilhoso Paul Edgecom, no desenrolar da história, revela como terminou cada um dos principais envolvidos na trama.

A verdadeira intenção de John Coffey ao ter guardado o mal que tirou de Melinda Moores é revelada logo nos primeiros relatos do livro e junto com a revelação dois 'Homens Maus' são tirados de circulação.

Chefe Edgecomb e seus homens tem uma difícil tarefa! Executar um homem com habilidades maravilhosas ... por um crime que ele não cometeu.

Depois de nos chocar com os crimes e com a morte de Delacroix, Stephen King nos emociona ao fazer-nos sentir na pele a dúvida e a impotência de Paul Edgecomb. Uma história é triste e emocionate fechando com chave de ouro a série O Corredor da Morte.


O Corredor da Morte Parte 5 - Excursão Noturna


Em Excursão Noturna o chefe Edgecomb decide levar John Coffey para um passeio, mas embora tenha sido fácil convencer seus colegas de trabalho a se arriscarem nessa aventura ainda paira a dúvida se o diretor irá aceitar o que Paul tem em mente.

Trancar Wetmore e dopar Wharton era o plano perfeito, mas Wharton não apagou tão cedo quanto deveria.

Enquanto os guardas passavam com Coffey, Wharton estica os braços para fora de sua cela agarrando John Coffey que parece despertar de seu mundo e enxergar algo que ninguém mais viu. Os efeitos do tranquilizante nocalteiam Wharton logo em seguida, mas esse intervalo foi o suficiente para que Coffey chegasse a conclusão que Wharton era "Um Homem Mau". Wharton e Wetmore são "Homens Maus".

A pequena excursão tinha o objetivo de 'ajudar uma senhora' com o dom especial de Coffey, missão cumprida mas John não se livra do 'mal que ele tirou' como fizera das outras vezes ... parece que ele tem outros planos.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O Corredor da Morte Parte 4 - A Morte Horrenda de Eduard Delacroix


Nesse livro, além das memórias do Corredor da Morte, também ficamos sabendo um pouco mais sobre o local onde o 'chefe' Edgecomb reside nos 'dias atuais' e sabemos que ele guarda um segredo.

Novamente Coffey mostra seus dons especiais, dessa vez com direito a testemunhas, embora muitos não se lembrem direito o que aconteceu e certamente não entendam o que se passou. Fato suficiente para despertar em Edgecomb uma idéia audaciosa e garantir a ajuda de seus colegas de trabalho para realizá-la.

Percy Wetmore está encarregado de 'comandar' a execução de Eduard Delacroix e se portou perfeitamente bem durante os ensaios - no livro anterior - prestando bastante atenção a todas as recomendações dadas pelos veteranos, mas parece que a atenção não era muito sincera ... Wetmore tinha seus próprios planos para a execução de Delacroix.

Para quem viu o filme e achou a cena da morte do Cajun um tanto 'forte' ... Você não viu nada!!!

O Corredor da Morte, a série completa:
As Duas Meninas Mortas
Um Rato no Corredor
As Mãos de Coffey
A Morte Horrenda de Eduard Delacroix

Excursão Noturna
Coffey no Corredor

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O Corredor da Morte Parte 3 - As Mãos de Coffey


Nesse livro conhecemos um pouco mais sobre John Coffey, na verdade descobrimos que essa personagem é ainda mais misteriosa do que aparentava ser na primeira vez que foi mencionada.

Um misterioso - divino, talvez? - dom de Coffey é revelado quando ele 'ajuda o chefe no que ele tinha' e a infecção urinária de Paul Edgcombe que o atormentava desde o primeiro livro desaparece. Junto com esse maravilhoso dom surge a pergunta:

Será que Coffey realmente matou as duas meninas?

Como é de praxe de Stephen King, assim como ele planta a dúvida se ele seria ou não o autor do crime; também nos é apresentado um argumento bem plausível durante uma conversa entre Paul e Hammersmith que confirmaria a culpa de Coffey.

O dia em que Delacroix irá se sentar na "Velha Fagulha" se aproxima e sua maior preocupação é o que será do Sr. Guizos depois que ele se for, Brutal e Paul rapidamente conseguem uma história para acalmar o coração do Cajun, mas Percy tem planos muito diferentes pro Sr. Guizos.


sábado, 2 de janeiro de 2010

O Corredor da Morte Parte 2 - Um Rato no Corredor


No segundo livro da série O Corredor da Morte Stephen King nos apresenta a história do ratinho Sr. Guizos.

Embora no primeiro livro já tenha sido relatada a primeira aparição do ratinho - naquele momento apelidado de Willy do Barco a Vapor - agora são relatados vários fatos curiosos envolvendo o mais novo habitante do Bloco E.

Paul Edgecombe conta casos em que o Sr. Guizos mostrou-se um ratinho bastante especial. Como 'plano de fundo' tomamos conhecimento de alguns dos 'hóspedes' do Bloco E e o comportamento prolemático de Percy; além da chegada de dois prisioneiros que é relatada de forma tão simples quanto os ensaios de execução que os guardas fazem com a ajuda do velho Tut-Tut são.

Eduard Delacroix - o 'dono' do Sr. Guizos - e William Wharton chegam ao Bloco E de forma nada silenciosa, cada um causando seu respectivo 'barulho' e, embora o livro ainda não tenha deixado transparecer, completa-se o elenco central de toda a trama da série.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

O Corredor da Morte Parte 1 - As Duas Meninas Mortas


Primeiro livro da série Corredor da Morte - em inglês The Green Mile - que inspirou a adaptação para o cinema A Espera de Um Milagre.

A novelização - em termos simples: versão escrita do filme - está disponível para venda e é muito fácil de encontrar, já o texto original - os 6 volumes de O Corredor da Morte - é um pouco mais complicado. Consegui adquirir os 6 volumes - depois de muita busca - através do Estante Virtual por um preço muito mais do que justo. Sou um tanto chata quando se trata de adaptações ... se um livro é adaptado para o cinema eu sempre dou preferência a história original, pois se for pra ler uma novelização eu prefiro assistir o filme.

Nesse livro conhecemos Paul Edgecombe o chefe encarregado do Bloco E - local onde os condenados a morte passam seus últimos dias - seus companheiros de trabalho, um prisioneiro que já ocupava uma das celas a espera de sua execução e John Coffey, um homem negro, grande e com um ar de inocência que não combinava com todo o seu tamanho.

O livro se foca somente na descrição do cenário em que a história ocorre e no caso das Duas Meninas Mortas. Stephen King mantém as características que tanto admiro em seus livros usando dos acontecimentos para construir a personalidade de suas personagens.

A idéia de ser uma história seriada* permitiu uma dosagem extra de mistério. O acusado do crime não parece capaz de cometê-lo, mas também não demonstra ser capaz de saber que estaria cometendo um crime caso fosse autor do mesmo.

O livro é estilo 'pocket' com apenas 105 páginas o que torna a leitura fácil. Há toques de mistério quando o autor não nos revela detalhadamente os fatos o que prende a atenção do leitor o suficiente para querer ler o 'próximo capítulo' - ainda bem que não preciso esperar a publicação da Parte 2.

*A série de seis livros começou a com proposta de criar uma história dividida em 'capítulos' a serem pulicados individualmente com intervalos pré-estipulados.