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segunda-feira, 4 de junho de 2012

O Homem Invisível



Mais uma obra de H. G. Wells pra minha estante de livros lidos.

Agora pra fechar a listinha de prioridades do autor, só falta "A Ilha do Doutor Monreau".
Quem nunca sonhou em ficar invisível? Aprontar algumas sem que ninguém veja? Seria possível? Lembro de ter lido em algum lugar que a invisibilidade seria possível, mas que o processo para se tornar invisível exigiria tantas mudanças celulares que a pessoa perderia a forma humana - que medo!.

Nesse livro um jovem cientista descobre a um procedimento capaz de tornar objetos (e seres vivos) invisíveis. E, como era de se esperar, ele realiza a experiência nele próprio, mas acaba concluindo que ser invisível pode não ser tão vantajoso.

A dinâmica do livro é excelente! A história já começa com o Homem Invisível a beira da insanidade. Somente alguns capítulos mais tarde a história é contade e ficamos sabendo como o cientista teve a idéia, formulou a teoria e botou ela em prática! Aos poucos percebemos como um cientista brilhante acabou se transformando num maníaco homicida.

Para quem cresceu com a invisibilidade sendo abordada como algo legal, um poder digno de super-heróis, ler uma abordagem dos aspectos negativos é bem interessante ... afinal, nós ficaríamos invisíveis, mas não intangíveis e até mesmo uma simples chuva poderia nos revelar! Mas, como sempre, meu aspecto favorito é a abordagem da mente humana e perceber que, aos olhos de H. G. Wella, nem mesmo uma mente brilhante  seria capaz de lidar com um 'poder' (ou devo dizer maldição?) como esse.


domingo, 13 de maio de 2012

Eu, robô



Comprei esse livro antes mesmo da Trilogia Fundação, mas acabei lendo depois porque a vontade de conhecer logo a tão falada trilogia era muito maior.

Para aqueles que reconheceram somente o título ... Sim! Esse é o livro que inspirou o filme com Will Smith e não! Não é a mesma história, embora algumas personagens tenham sido utilizadas no filme como, por exemplo, a Dra. Calvin.

"Eu, robô" é um compilado de contos escritos por Asimov sobre ... bem ... Robôs!

A história principal é uma entrevista feita com a Dra. Calvin em que ela conta sua experiência como psicóloga de robôs relatando casos - contos - que ela soube ou vivenciou.

O grande foco do livro é o mesmo do filme, "As três leis da robótica". Asimov descartou as idéias mais comuns de robôs se revoltando contra seus criadores, sem nenhuma explicação aparente e tornou essas manifestações mais lógicas e coerentes - é eu gosto dessa palavra hehe - o que faz bastante sentido visto que robôs são puramente lógicos!

"Eu, robô" é isso ... uma série de pequenos relatos da Dra. Calvin contando como a lógica das três leis afeta o comportamento dos robôs levando-os a atitudes bem surpreendentes como, por exemplo, a de um robô que questiona sua própria existência e acaba ... por assim dizer ... fundando uma religião.

RECOMENDO!!!

Segunda Fundação



Últmo livro da Trilogia Fundação.

 O que parecia insolúvel, foi solucionado!

Toda a ameaça ao plano Seldon proporcionada por uma única pessoa foi ... apagada?!

Ninguém entende o que aconteceu e só há uma única explicação plausível ... a Segunda Fundação EXISTE!!!!

Mas são eles? Onde estão? Seria a Segunda Fundação uma ameaça ao resto da Galáxia?

Essa nova história fecha a trilogia de forma maravilhosa! A busca pelos membros da Segunda Fundação e a criação de uma 'arma' capaz de neutralizá-los ... tudo para impedir que essas pessoas se tornem uma nova ameaça!

Como eu já mencionei em vários posts, o que mais gosto na FC é a análise da psicologia humana que vem 'disfarçada' numa história um tanto surreal. Nessa trilogia vemos vários aspectos inegavelmente reais!

Primeiro a reação das pessoas diante da previsão de um futuro nada agradável ... é mais fácil afastar aquele que prevê a destruição do Impeŕio do que tentar entender e trabalhar junto com ele.

Depois, a incapacidade de reação diante de algo imprevisível e a esperança de que aquele que vinha sendo o salvador de todos tenha pensado em algo para contornar a situação em que se encontram.

E, finalmente, o medo diante do desconhecido! Momento em que aqueles que antes foram os heróis ao acabarem com a ameaça de alguém extremamente poderoso, agora são vistos como uma possível nova ameaça. Afinal ... alguém que consegue derrotar um inimigo muito poderoso, não pode ser um amigo?

Nessa história nós leitores somos envolvidos numa investigação sobre onde estaria localizada a Segunda Fundação e o mais interessante é ver que a história é tão bem construída que até mesmo eu, que já suspeitava (corretamente como descobri mais tarde) da localização, não conseguia ver motivos para as personagens não estarem seguindo as pistas certas.

A coleção é maravilhosa, quem adora uma boa Ficção Científica não pode deixar de ler!


RECOMENDO!!!

Trilogia Fundação:
Segunda Fundação

Fundação e Império



Segundo livro da Trilogia Fundação.

Duas crises Seldon se passaram e uma nova crise está por vir.

Os modelos matemáticos de Seldon eram capazes de prever o futuro do império baseado no comportamento do coletivo e tudo parece perdido quando surge alguém que pode influenciar os acontecimentos individualmente.

A história prende tanto quanto o livro anterior e nos deixa ainda mais intrigados em como essa crise será resolvida ... E é diante dessa questão que descobrimos que Seldon, embora não pudesse prever a influência de um único indivíduo, ele havia pensado que isso pudesse ocorrer e construído uma outra Fundação, a Segunda Fundação, que ninguém tem certeza se realmente existe, nem onde poderia estar localizada, mas aos seguidores de Seldon, só resta confiar que ela exista.


RECOMENDO!!!

domingo, 30 de outubro de 2011

Fundação



Isaac Asimov é galácticamente mundialmente conhecido pelas suas obras de ficção científica e a trilogia Fundação "só" foi eleita a melhor coleção de ficção científica e fantasia de todos os tempos! E, como fã dessa temática, eu não poderia deixar de ler essa série!

Histórias futurísticas como essa me atraem por sempre conterem uma análise do comportamento humano. Para construir um cenário no futuro com coerência o autor precisa ter uma opinião bem formada sobre até que ponto a humanidade é capaz de evoluir e em qual momento dessa evolução ele pretende situar sua história.

Fundação se passa num futuro muito muito muito muito distante, tão distante que a a origem da humanidade já está esquecida. Um futuro em que não somos apenas países e continentes ... somos planetas ... milhões deles. Um futuro pacífico, comandando por um Império ... O Império Galáctico.

Mas um cientista, um psico-historiador para ser mais exata, prevê que esses tempos de paz estão para acabar e, junto com sua equipe, ele começa a trabalhar em uma forma de reduzir o período de barbárie que seguiria a queda do império já que, segundo seus cálculos, a queda é inevitável.

A primeira coisa que me ganhou no livro foi exatamente a 'psico-história' que basicamente é uma análise matemática de fatos históricos. Um processo de modelagem - para quem está familiarizado com o termo - em que são utilizadas características do comportamento humano para projetar acontecimentos futuros. É lógica ... simples e pura lógica ... gamei!

A história é simplesmente excelente! Daquelas que prende do começo ao fim, praticamente um quebra cabeça gigante de fatos e acontecimentos que vão surgindo e se encaixam perfeitamente revelando uma figura bem diferente da que esperávamos.

RECOMENDO!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A Máquina do Tempo


Sou apaixonada por Ficção Científica e ainda mais apaixonada por Viagem no Tempo. São dois estilos que exigem um bom conhecimento da Ciência e o segundo acaba exigindo mais, já que o autor tem de ter cuidado redobrado na hora de montar sua história visto que um pequeno erro de continuidade ou cronologia pode fazer com que uma obra que tinha tudo para ser maravilhosa acabe se tornando um fiasco.

E justamente por adorar esses dois estilos eu não poderia deixar de ler A Máquina do Tempo!

Um clássico da FC e com algumas boas adaptações para o cinema, porém, como esperado, nenhuma é fiél ao livro. Aliás parece que quanto mais antigos os livros, menos fiéis as adaptações.

A história é contada em 1ª pessoa, não do ponto de vista do Viajante do Tempo, mas de alguém que ouviu sua história. O ritmo é muito bom no começo, mas depois de algumas páginas ele desacelera, não chega a ficar chato, mas não cria a vontade de chegar logo ao final da história.

Novamente H. G. Wells foca sua história no comportamento humano. Avançando alguns milhares de anos no futuro o Viajante do Tempo encontra uma terra um pouco diferente da que imaginava. Ao invés de conhecer os avanços tecnológicos da humanidade, ele testemunhou a evolução de sua própria espécie. Uma espécie que há muito tempo havia atingido o ápice do desenvolvimento e agora encontrava-se em algum momento de sua "involução", dividida em duas "espécies" distintas, os Elois e os Morlocs.

O mais interessante nesse livro é analisar as conclusões que o Viajante do Tempo faz sobre como a humanidade teria evoluído para duas espécies diferentes. Um olhar bastante elitista e, do meu ponto de vista, um tanto preconceituoso, mas que nos leva a questionar se um dia chegaríamos a tal ponto.

Depois de ler - e adorar! - A Guerra dos Mundos, que usa uma história bastante agitada para fazer sua crítica ao comportamento humano, A Máquina do Tempo ficou abaixo das minhas espectativas.

O comportamento humano - embutido tanto nas suposições do Viajante sobre a evolução da espécie, quanto nos comportamentos dos Elois e Morlocs - é muito interessante, embora não tenha muito a acrescentar para quem goste desses temas, no máximo podemos perceber como era a visão de alguém do final do séc XIX.

A Máquina do Tempo é um livro muito bom para quem gosta dessa análise de comportamento humano, mas relativamente chato para os demais. A leitura é bastante agradável, porém toda a parte da história que não descreve o futuro pelos olhos do Viajante não possui força suficiente para prender a atenção daqueles que procuram por um pouco de ação e aventura.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Substitutos


Os Substitutos foram criados com o pricnipal objetivo de atender as necessidades dos deficientes físicos, bastaria se conectar a um Substituto para que os limites impostos pela sua deficiência deixassem de existir. Porém, a sociedade econtrou uma outra utilidade para essa grande invenção.

Pouco a pouco os seres humanos começaram a utilizar os Substitutos para atividades de lazer - esportes radicais e relacionamentos sexuais sem o uso de preservativos já não representavam mais uma ameaça aos operadores de substitutos -; até o mercado de trabalho era influenciado pelos Subs - diminutivo de Substitutos - em que muitas mulheres optavam por subs do sexo masculino visando um bom emprego.

Os índices de criminalidade e o número de doentes diminuiram com a chegada dessa nova tecnologia, mas também diminuiu a 'vida' dos seres humanos que agora passam o dia inteiro em suas casas conectados aos seus Subs. É esse o ponto chave dessa história: alguém parece acreditar que os seres humanos deveriam se desconectar e começa a 'executar' substitutos forçando seus operadores a saírem do 'mundo virtual', um grupo de rebeldes são os suspeitos princiapais, um policial está encarregado do caso e começa a simpatizar com a causa após ter seu subs inutilizado pelo 'limpa-chaminés'.

Uma FC de primeira linha com todos os elementos essencias de um Terror Psicológico. A idéia de podermos 'ser quem nós quisermos' é bastante tentadora e as propagandas da Virtual Self - empresa encarregada da fabricação e distribuição dos Subs - são tão reais e bem feitas que o leitor se sente vivendo a história em primeira pessoa. Confesso que me peguei pensando o quão maravilhoso poderia ser ter essa tecnologia a nossa disposição e assustada ao perceber o quão reclusos poderíamos nos tornar diante de tamanha 'facilidade'.

Para aqueles que gostam de 'finais mastigados', essa não é uma leitura adequada, mas se você gosta de histórias que deixam o final subentendido para tirar suas próprias conclusões, você irá gostar dessa história!

RECOMENDO!!!

Nota: Essa história não é um livro, é uma Comic ou, em português, um Gibi. Roteiro de altíssima qualidade e gráficos muito bons, mas é um gibi, ok?

sábado, 26 de setembro de 2009

20.000 Léguas Submarinas


Vinte Mil Léguas Submarinas é um clássico da literatura, escrito por Júlio Verne no final do século XIX.

O livro conta as aventuras de um professor, seu 'fiél escudeiro' e um baleeiro que durante uma caça a um 'monstro marinho' acabaram encontrando Capitão Nemo e seu maravilhoso barco submarino.

Sempre tive interesse em ler esse livro e descobrir por mim mesma porquê Júlio Verne é uma das referências na FC Clássica e basta chegar ao capítulo 11 - O Náutilo - para entender a fama do autor.

No final do século XIX Júlio Verne descreve com detalhes um submarino que só seria 'inventado' décadas a frente.

É incrível ler sobre a estrutura do Náutilo, os cálculos realizados pelo capitão Nemo, o sistema de funcionamento, enfim tudo sobre o submarino sabendo que o autor escreve sobre algo que ainda não existia.

Júlio Verne abusa da linguagem científica - é só analisar a história da Ciência na época para entender o porquê - que, embora seja totalmente compreensível para um olhar mais leigo, pode ser relativamente entediante para aqueles que não tenham tanto interesse pela ciência.

Um certo conhecimento em Geografia também é útil visto que as 20.000 léguas do título são percorridas sob 'os 7 mares' - hehehe não resisti - e muitas das orientações são dadas justamente em função dos mares e continentes.

A única 'falha' que aponto na história é um certo descaso com o fiél escudeiro - muito 'sem personalidade própria' pro meu gosto - do professor e o baleeiro. Por ser uma história narrada em primeira pessoa os dois só são citados quando se encontram com o professor e não tem como saber o que se passa com os dois enquanto o professor está mergulhado em seus estudos ou 'pra cima e pra baixo' com o Capitão - rotina presente o suficiente para levantar a consideração do que está acontecendo com os outros dois.

Eu adorei a história, me prendeu do início ao fim!!! Mas definitivamente não é qualquer pessoa que saberá apreciá-la devido ao abuso de 'linguagem técnica'.

E para aqueles que assitiram filmes inspirados no livro deixo um aviso ... a única inspiração para os filmes - ao menos os que eu assisti - foi o Capitão e seu submarino ... nada além disso!!!

sábado, 30 de maio de 2009

A Guerra dos Mundos


Há anos eu assisti a versão cinematográfica desse clássico da Ficção Científica - versão antiga, porém colorida por computador tá? Não sou tão velha assim - e em 2005 o filme ganhou uma refilmagem muito boa mantendo toda a essência da história.

Comecei a lê-lo tem um tempo, terminei hoje voltando pra casa e só tenho uma palavra para definí-lo:

MA-RA-VI-LHO-SO!!!

Sério mesmo!!! Quem gosta de Ficção Científica tem de ler esse livro!!!

Herbert George Wells (1866-1946) merece a fama que tem!!!

O cara nasceu e cresceu no final do século XIX e deixou para a humanidade obras de ficção científica - ele tem não FC também - que muitos, com certeza, já ouviram falar:

A Máquina do Tempo (1895)
A Ilha do Doutor Monreau (1896)
O Homem Invisível (1897)
A Guerra dos Mundos (1898)

H. G. Wells, numa época em que os terrores que assolavam a humanidade em livros eram sempre de 'exércitos' e 'ditadores' invadindo outros territórios, revolucionou a história da ficção ao escrever uma história cujos 'invasores' viriam de outro planeta e 'os invadidos' seríamos todos nós.

O autor 'dá um tapa na cara' de toda a humanindade mostrando que a soberania e invulnerabilidade que muitos - ainda - acreditam ser características do ser humano não é absolutamente nada diante da tecnologia de uma outra civilização anos mais avançada.

Escrita em primeira pessoa a história nos coloca ao lado do narrador, fugindo dos marcianos e testemunhando toda a devastação de Londres. O ritmo da narrativa é excelente!!! É difícil parar de ler!!!

Uma história que nos faz pensar e ver que somos apenas um grão de areia nessa imensa 'praia' que é o nosso universo ...

Depois de ler esse livro eu só tenho a dizer ...

Quero ler os outros livros!!!

RECOMENDO!!!