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sábado, 29 de outubro de 2011

O Médico e o Monstro


Ganhei esse livro num concurso Cultural da Cia do Livros no Twitter. Sempre quis ler essa história e quando surgiu essa promoção, não pude resistir ... e ganhei!

Creio que a história de Dr. Jekyll e Mr. Hyde não é novidade para ninguém mas, mesmo sabendo o final e perdendo o impacto da 'grande revelação', eu simplesmente precisava ler! Aliás eu tenho essa mania de querer conferir os títulos originais, até Branca de Neve eu tenho a 'versão verdadeira' pra ler!

O que nos tornaríamos se libertássemos nosso lado "primitivo", se não estivéssemos presos à culpa e às regras da sociedade?

"O Médico e o Monstro" correspondeu a todas as minhas expectativas. A história é contada do ponto de vista do Dr. Utterson que fica sabendo da reclusão de seu amigo Jekyll e de sua estranha relação com um tal de Mr. Hyde, nessa linha o autor vai revelando os acontecimentos 'aos pedaços', sempre no tom misterioso e questionador de Dr. Utterson o que influencia diretamente o impacto da revelação final. O texto é tão bem escrito que acredito que teria me surpreendido se já não soubesse o final.

Esse livro me lembrou um pouco o "O Retrato de Dorian Gray", por também focar no lado obscuro do ser humano ... ambos fazem uma reflexão bastante sombria do que os seres humanos poderiam se tornar se fossem livres para agir como realmente quisessem.

Um Terror Psicológico de 1ª linha!

RECOMENDO!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Substitutos


Os Substitutos foram criados com o pricnipal objetivo de atender as necessidades dos deficientes físicos, bastaria se conectar a um Substituto para que os limites impostos pela sua deficiência deixassem de existir. Porém, a sociedade econtrou uma outra utilidade para essa grande invenção.

Pouco a pouco os seres humanos começaram a utilizar os Substitutos para atividades de lazer - esportes radicais e relacionamentos sexuais sem o uso de preservativos já não representavam mais uma ameaça aos operadores de substitutos -; até o mercado de trabalho era influenciado pelos Subs - diminutivo de Substitutos - em que muitas mulheres optavam por subs do sexo masculino visando um bom emprego.

Os índices de criminalidade e o número de doentes diminuiram com a chegada dessa nova tecnologia, mas também diminuiu a 'vida' dos seres humanos que agora passam o dia inteiro em suas casas conectados aos seus Subs. É esse o ponto chave dessa história: alguém parece acreditar que os seres humanos deveriam se desconectar e começa a 'executar' substitutos forçando seus operadores a saírem do 'mundo virtual', um grupo de rebeldes são os suspeitos princiapais, um policial está encarregado do caso e começa a simpatizar com a causa após ter seu subs inutilizado pelo 'limpa-chaminés'.

Uma FC de primeira linha com todos os elementos essencias de um Terror Psicológico. A idéia de podermos 'ser quem nós quisermos' é bastante tentadora e as propagandas da Virtual Self - empresa encarregada da fabricação e distribuição dos Subs - são tão reais e bem feitas que o leitor se sente vivendo a história em primeira pessoa. Confesso que me peguei pensando o quão maravilhoso poderia ser ter essa tecnologia a nossa disposição e assustada ao perceber o quão reclusos poderíamos nos tornar diante de tamanha 'facilidade'.

Para aqueles que gostam de 'finais mastigados', essa não é uma leitura adequada, mas se você gosta de histórias que deixam o final subentendido para tirar suas próprias conclusões, você irá gostar dessa história!

RECOMENDO!!!

Nota: Essa história não é um livro, é uma Comic ou, em português, um Gibi. Roteiro de altíssima qualidade e gráficos muito bons, mas é um gibi, ok?

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ensaio sobre a cegueira


Em terra de cego, quem tem olho, é rei?

Esse livro despertou meu interesse desde a primeira vez que ouvi falar nele - antes mesmo de produzirem o filme -, pois gosto muito de histórias cujo foco é o comportamento humano.

Mais um livro pra encabeçar meus favoritos na categoria Terror Psicológico.

Um homem em seu carro esperando o sinal abrir percebe que não é mais capaz de enxergar, sua visão foi invadida por um 'mar branco', como se estivesse com o rosto mergulhado em uma bacia de leite. Essa cegueira começa a se espalhar de forma quase epidêmica e medidas como o isolamento começam a ser tomadas.

Mais do que uma cegueira física, José Saramago também retrata nas entrelinhas de seu livro a cegueira intelectual ou, se assim preferir, a ignorância dos seres humanos.

Como o livro é no idioma original - português de Portugal - fica um pouco complicado pegar o embalo da leitura. Não existe a separação de diálogos clássica com dois pontos e travessão o que facilita um pouco na hora de se perder pelos parágrafos. Porém a história é tão envolvente que uma vez no embalo da leitura, não há mais como se perder.

O filme é a adaptação mais fiél que já assisti, as diferenças são muito pequenas e não cometem o pecado de alterar a essência da história como acontece com muitas adaptações para o cinema.

A história nos leva a pensar se haveria algum fundo de verdade na afirmação de que 'em Terra de Cego quem tem olho é Rei'. A sensação de que a única pessoa a possuir visão deveria 'tomar conta' dos demais está sempre presente no texto e o peso da responsabilidade sobre os ombros da Mulher do Médico é facilmente sentido pelo leitor.

Definitivamente uma história que nos faz refletir sobre nosso comportamento e sobre o quão despreparados estamos para enfrentar mudanças bruscas em nossa rotina.

SPOILER

Para uma pessoa que, como eu, se perde em nomes de personagens como os de Agatha Christie - Ok! Péssimo exemplo ... ela exagera nos nomes escabrosos - esse livro não tem esse problema. As personagens de Saramago são literalmente: O Médico, A Mulher do Médico, O 1° Cego, etc. o que, além de prático, facilita visualizar o 'caminho do contágio' quando surgem cegos identificados por: A Camareira do Hotel ou O Balconista da Farmácia.

O filme se limitou a mostrar unicamente o 1° cego voltando a enxergar o que leva qualquer 'bom etendedor' a perceber que toda a população atingida pelo mal branco tambpem voltaria a enxergar, mas o livro vai além ... nele as personagens principais ouvem outros cegos gritando de suas casas: 'Eu vejo'.


RECOMENDO!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Fahrenheit 451


E se ler fosse crime???

Se sua biblioteca particular fosse queimada diante de seus olhos e você fosse preso simplesmente pelo fato de apreciar uma boa leitura???

É esse o foco dessa maravilhosa - e um tanto 'assustadora' - obra de Ray Bradbury.




O título do livro já é bastante sugestivo. Fahrenheit 451 - ou 232,7°C - é o ponto de combustão do papel, ou seja, a temperatura em que o papel começa a pegar fogo, no caso da história, a temperatura em que os livros começam a pegar fogo.

Para os amantes de leitura esse livro pode ser considerado uma espécie de terror psicológico.

Num futuro - não especificado pelo autor - os Bombeiros não são mais responsáveis por extinguir as chamas mas sim por provocá-las. São esses profissionais os responsáveis por incinerar os livros que ainda restam nessa sociedade onde Ler é Proibido.

A história é narrada pelo ponto de vista de Guy Montag um bombeiro que começou a questionar o que levavam as pessoas a insistirem em esconder livros em suas casas, em lê-los!!! O que haveria de tão importante nas páginas de um livro que transformava as pessoas em criminosas??? Algumas vezes em suicidas ...

O autor não se preocupa em detalhar muito o cenário em que as coisas acontecem estrategicamente se focando nas características que situam a história num tempo à frente do nosso e deixam bem claro que 'as imagens tomaram o lugar das palavras'.

A história é maravilhosa e nos leva a refletir sobre as atitudes que tomamos atualmente em relação ao hábito da leitura.

Será que nossa sociedade já não está 'queimando livros'???

Porém, se você é daqueles que gosta de histórias com começo, meio e fim ... tudo explicadinho e detalhadinho, acho que não gostará muito desse livro. Como todo livro cujo objetivo é levar o leitor a reflexão esse livro não 'tem final' e, na minha opinião, isso o tornou ainda melhor!!!

RECOMENDO!!!

E para finalizar um vídeo ótimo sobre o tema:



quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Retrato de Dorian Gray


O Retrato de Dorian Gray é uma história que se encaixa perfeitamente no conceito de Terror Psicológico.

Dorian Gray é um jovem que atrai os olhares de muitas mulheres e um dia, depois de posar para um retrato seu, um estranho, amigo do artista que o pintava, após observá-lo lhe abordou e comentou sobre o fato de que seu retrato estaria sempre jovem e belo, enquanto ele envelheceria com o passar dos anos.

E se fosse o contrário??? E se o retrato envelhecesse e Dorian permanecesse eternamente jovem e belo???

Parece bom não??? Dorian Gray também pensava assim ...

Mas os seres humanos não têm só a idade estampada nas faces ... muito de nosso caráter também contribui para alterações em nossas feições. E é justamente quando Dorian percebe que após sua primeira 'travessura' algo havia mudado nas feições de seu retrato que algo começa a preocupá-lo.

O retrato não está simplesmente envelhecendo ... ele também está mudando ... e Dorian Gray depara-se com algo nada agradável em suas mãos ... um Retrato de sua própria alma!!!

O que aconteceria com você se pudesse ter acesso á sua alma??? Até mesmo aos seus atos mais obscuros??? E se outras pessoas vissem o retrato???

Oscar Wilde nos mostra que a juventude eterna pode ter um preço muito alto.

A história é excelente, muito bem escrita - ganhou até adaptação para o cinema - tão bem escrita que os atos - por mais terríveis que sejam - de Dorian Gray chegam a ser entendidos - não aceitamos ... mas somos capazes de entender algumas atitudes dele - pelo leitor.

Esse é um dos livros que li emprestado ... mas que quero um exemplar pro meu acervo.

RECOMENDO!!!